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Cultuado na comunidade gay, história do cientista trangênero ainda faz sucesso quase 40 anos depois de seu lançamento

Divas, música pop e humor têm tudo a ver com o universo gay. De tempos em tempos, algum musical consegue juntar todos esses elementos numa só história, se tornando assim um ícone LGBT. Esse o caso de produções como “Grease – Nos Tempos da Brilhantina” (1978) e “Moulin Rouge – O Amor Em Vermelho” (2001).

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Mas como estamos numa sexta-feira 13, não há como não lembrar aquele que talvez seja o musical mais gay de todos os tempos. Lançado como filme em 1975, “The Rocky Horror Picture Show” virou cult instantâneo na comunidade gay imediatamente após o seu lançamento.

Para falar a verdade, “The Rocky Horror Picture Show” já tinha conquistado corações dois anos antes, quando foi encenado num teatro de Londres. De qualquer forma, não havia mesmo como resistir ao roteiro escrito por Richard O’Brien , que conta a história de um cientista trasgênero que cria um homem para satisfazer os seus desejos. A obra é uma clara referencia ao livro clássico “Frankenstein”, da inglesa Mary Shelley , lançado em 1818.

Curiosamente, na época do lançamento, o longa não foi um sucesso arrebatador de bilheteria com o público geral, mesmo tendo canções viciantes como “Sweet Transvestite” e “Time Warp”. O público gay, no entanto, já fazia fila nos cinemas para ver a história do casal Brad Majors ( Barry Bostwick ) e Janet Weiss ( Susan Sarandon ).

Perdidos e com o carro sem gasolina, Brad e Janet acabam indo parar num castelo mal-assombrado. Lá, eles são recepcionados por Dr. Frank-N-Furter, o tal cientista transgênero, papel de Tim Curry .

A estética andrógina do filme resistiu ao tempo e ainda é motivo de culto em todo o mundo. Nos Estados Unidos, as fantasias inspiradas em “The Rocky Horror Picture Show” ainda fazem muito sucesso na celebração do Halloween, todo o dia 31 de outubro.

Em 2010, para comemorar os 35 anos do filme, estrelas da TV e do cinema americanos se apresentaram em Los Angeles cantando as canções do filme. Astros do porte de Jack Nicholson e Danny DeVito , além de outros atores como Jorge Garcia , Lucas Grabell , Evan Rachel Wood e a cantora Nicole Scherzinger . Da série “Glee”, Matthew Morrison e Lea Michele interpretaram o casal Brad e Janet.

Poster do longa se tornou também um ícone gay
Divulgação
Poster do longa se tornou também um ícone gay

Aliás, a própria série teve em sua segunda temporada um episódio todo dedicado ao filme. Os alunos do coral “New Direction” reencenaram o musical de uma maneira divertida.

O filme também inspirou o delicado drama “As Vantagens de Ser Invisível”, de 2012. O longa mostra a relação da história do Dr. Frank-N-Furter com a juventude da década de 80. Na época, sessões semanais “The Rocky Horror Picture Show” com performances simultâneas se tornaram comuns.

Em “As Vantagens de Ser Invisível”, Ezra Miller interpreta Patrick, um jovem gay completamente apaixonado por “The Rocky Horror Picture Show”. Ele e o amigo Charlie ( Logan Lerman ) se divertem representando os personagens Dr. Frank-N-Furter e Rocky, respectivamente.

Quem está em São Paulo nesta sexta tem a oportunidade de ver ou rever “The Rocky Horror Picture Show” numa sessão especial no Museu da Imagem e do Som, que exibe uma maratona de longas de terror a partir das 0h.

Informaçõeswww.mis-sp.org.br


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