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R.T. Rybak, que governa Minneapolis, espera faturar alto com a infraestrutura oferecida para matrimônios homossexuais

O prefeito Minneapolis R.T. Rybak está vendo o casamento gay como uma oportunidade para atrair mais dinheiro para o caixa do município. Ele está convidando parceiros homossexuais a se casarem em sua cidade.

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Rybak está visitando cidades dos Estados Unidos em estados que ainda não permitem o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Nesta quinta-feira (05), ele esteve num bairro predominantemente gay de Chicago para lançar a campanha “Case Comigo em Minneapolis”.

Cidades dos estados de Colorado e Wisconsin devem ser as próximas a receber a visita de Rybak. O argumento principal do prefeito é que Minneapolis é o lugar mais próximo para os moradores gays do Centro-Oeste americano se casarem. Diferente de lugares mais distantes, como Nova York e Califórnia.

Prefeito de Minneapolis fala com jornalistas em Chicago
AP
Prefeito de Minneapolis fala com jornalistas em Chicago

“Eu ficaria mais do que feliz se eles vierem a Minneapolis gastar o dinheiro deles”, declarou Rybak. Ele acredita que a cidade pode faturar alto com hospedagem e com itens como flores e bolos de casamento.

O prefeito de Chicago Rahm Emanuel se incomoda com a ideia de casais gays saindo de sua cidade para se casar. “Não estender o direito ao casamento aos casais homossexuais é ruim para Chicago, ruim para o estado de Illinois e ruim para economia local, que perde negócios que esses casamentos poderiam gerar”, lamentou Emanuel.

“Nossa pujante indústria do turismo e da hospitalidade vai prosperar mais quando conseguirmos dar boas vindas a todos”, completou.

Um estudo da escola de direito da Universidade da Califórnia concluiu que Illinois vai injetar US$ 100 milhões em sua economia nos próximos três anos se permitir que casais gays se casem legalmente. A previsão é que pelos menos 23 mil parceiros gays vão se casar neste período.

Doug Johnstone, escrivão da cidade de Provincetown, popular destino LGBT de Massachusetts, diz que 80% das 362 licenças emitidas neste ano para casais gays foram para moradores de outros estados. Uma prova de que os homossexuais têm viajado para oficializar suas relações.