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Ganhador do Nobel da Paz comparou a homofobia com o regime racista do apartheid na África do Sul

Arcebispo Desmond Tutu defende direitos LGBT e igualdade na igreja
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Arcebispo Desmond Tutu defende direitos LGBT e igualdade na igreja





Ganhador do Nobel da Paz, o carismático arcebispo emérito sul-africano Desmond Tutu se aliou ao grupo  dos que não ficam calados diante dos crimes de homofobia. Numa entrevista ao jornal australiano Herald Sun, ele disse que a religião não pode justificar o preconceito contra os homossexuais.  

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"Eu me recusaria a ir a um céu homofóbico", afirmou Tutu, que participou na última sexta-feira (26) de um debate organizado pelo Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Cape Town, África do Sul. "Eu quero dizer que seria muito melhor ir para outro lugar... Eu não iria adorar um Deus que é homofóbico”, completou.  

Durante o debate, foi lançada a nova campanha da ONU, “Free and Equal” (Livres e Iguais em inglês), que visa a aumentar a conscientização sobre a violência anti-gay e discriminação em todo o mundo. 

Tutu comparou a luta pela igualdade LGBT à luta pelo fim ao regime do Apartheid na África do Sul, que segregava a população negra. "Para mim a homofobia está no mesmo nível", observou.  


Em 2012, numa entrevista á revista Advocate, o líder religioso já tinha defendido o respeito a diversidade sexual. "O sonho de Deus é abraçar a todos nós, um abraço que não deixa de incluir gays e lésbicas”, ponderou Tutu. 

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