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Nascida com o sexo masculino, Coy Mathis estava estudando em casa depois de ser obrigada a usar o banheiro da sala dos professores

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Uma menina transgênero de seis anos vai poder voltar à escola depois de ter conquistado o direito de usar o banheiro feminino. O Fundo de Educação e de Defesa Legal de Transgêneros de Nova York anunciou a decisão em favor da criança, chamada Coy Mathis, no último domingo (23).

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O fundo entrou com a ação em nome dos pais de Coy, Kathryn e Jeremy Mathis , alegando que a aluna do primeiro ano tinha sido discriminada pela escola no Eagleside Elementary, no Colorado.

Em dezembro passado, o casal foi informado que Coy teria que usar o banheiro da sala dos professores ou da enfermaria. Os pais tiraram a menina da escola com medo que ela fosse estigmatizada e que sofresse assédio moral. Eles passaram a educá-la em casa.

Muitos distritos escolares de vários estados americanos, incluindo o próprio Colorado , aprovaram recentemente leis que permitem que alunos transgêneros possam usar o banheiro do sexo com qual se identificam, além de leis contra discriminação.

Sem poder frequenta a escola, Coy Mathis estava sendo educada em casa pelos pais
AP
Sem poder frequenta a escola, Coy Mathis estava sendo educada em casa pelos pais

Um caso semelhante ao de Coy está pendente na justiça do estado americano do Maine. A transgênero Nicole Maines, atualmente com 15 anos, foi obrigada a usar o banheiro dos funcionários da escola.

Kathryn e Jeremy dizem que Coy, que nasceu com o sexo masculino, desde a infância mostrou preferência por coisas ligadas ao universo das meninas. Quando tinha cinco meses, ela pegou o cobertor rosa da irmã Lily e nunca mais largou.

Quando ficou maior, Coy mostrou desinteresse por brinquedos de menino, como bonecos de monstros e dinossauros. Ela chegou a ficar deprimida por ter que usar roupas masculinas, chegando a se recusar sair de casa.

Os pais contaram ainda que ela só começou a melhorar quando eles entenderam que Coy tinha um problema de inadequação de gênero. Neste momento, Kathryn e Jeremy decidiram ajudar a filha a viver como uma menina.

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