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Estava demorando para que aparecesse algo dele, uma vez que, com as manifestações, a CDHM havia saído de foco

As
Arquivo pessoal
As "Dedilhadas" Roberta Salles e Samantha

Ontem, dia 17, enquanto eu, Rô, acompanhava pelas mídias – sociais e tradicionais, os rumos que a população tomava, Sazinha estava nas ruas com sua namorada e amigos (muitos amigos) a protestar por um país melhor.

Enquanto eu morria de orgulho dos meus amigos e lamentava ficar desesperada em multidões (não consigo...), vi um tuíte do deputado Marco Feliciano com os dizeres: "RT @marcofeliciano: O povo nas ruas em atitude pacifica tem meu apoio!”.

A resposta foi imediata! Quem quer o apoio deste cidadão? Só porque estava um pouco sumido por esses dias, resolveu se pronunciar? Ele não entendeu que um dos motivos das manifestações que reuniram milhares no Brasil e no mundo também era contra ele, coitado! (sóquenão).

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Mas hoje, Feliciano daria sua cartada maior: em uma modesta votação, o senhor digníssimo representante da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (que por mim teria seu nome mudado urgentemente para “Direitos Desumanos...”), aprovou a 'Cura Gay' .

O Projeto de Decreto Legislativo 234/11 solicita a retirada da resolução do Conselho Federal de Psicologia (nº 1/99) de trechos que impedem qualquer profissional da área de tratar a homossexualidade como doença ou mesmo orientar homossexuais para tratamentos não solicitados. Da mesma maneira, solicita a supressão de um parágrafo único que impede que os psicólogos colaborem com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.

Ou seja: desde que o decreto foi lançado, em 1999, em nosso País é proibida a prática de intervenção psicológica para curar a homossexualidade.

Nem tudo está perdido

Se você, assim como eu, está se sentindo doente hoje #FazMeRir, saiba que a decisão tomada na CDHM hoje ainda tem que ser analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça, para depooooois passar pela aprovação da Câmara.

No entanto, por mais absurda que pareça (simplesmente porque o é, e nada mais), é bom ficar de olho a que estamos sujeitos.

Posso dizer que hoje estamos doentes. Mas que essa doença é só por pensar que continuamos a ser representados por um cidadão que coloca sua religião acima de tudo e ainda preside a Comissão dos Direitos Humanos e Minorias.

Mas a hora não é para se calar. Pense nisso com carinho. A, só para lembrar: #FelicianoNãoNosRepresenta

*Roberta Salles é jornalista. Samantha Reis é artista plástica, radialista e produtora. Juntas, elas tornaram-se vlogueiras e criaram o "Dedilhadas" , um canal inteligente, bem humorado e irreverente sobre homossexualidade.


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