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Indicado pela presidente Dilma Rousseff para integrar o Supremo, advogado Luís Roberto Barroso teve papel importante no reconhecimento legal das uniões homoafetivas

Indicado pela presidente  Dilma Rousseff,  na última quinta-feira (23), para integrar o Supremo Tribunal Federal,  o advogado constitucionalista Luís Roberto Barroso, 55, causou comoção nas redes sociais pela sua notória defesa das relações homoafetivas. Na manhã desta sexta-feira  (24), o nome dele e a hashtag #STF ainda estavam entre os assuntos mais comentados do Twitter.  

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Luís Roberto Barroso, o escolhido de Dilma para vaga no STF
Agência Brasil
Luís Roberto Barroso, o escolhido de Dilma para vaga no STF


O perfil @its_italo , por exemplo, postou uma mensagem irônica, fazendo uma referência ao deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), acusado de homofobia. “O Luis Roberto Barroso, novo ministro do STF, é a favor do aborto e do casamento gay. Quase posso ouvir o Feliciano chorando”,  postou o usuário no Twitter.

O vereador do PT de Belo Horizonte Arnaldo Godoy , dono do perfil ‏@arnaldogodoy, escreveu: "Dilma acertou em cheio ao indicar Luís Roberto Barroso para o STF. Ele possui as inspirações progressistas de que o Supremo carece". 

Críticas à escolha de Barroso também tomaram as redes sociais. Entre elas, estava o Pastor Silas Malafaia , conservador e conhecido pelas suas posições anti-gay.

"A presidente Dilma indica para o STF advogado q defende causa gay e aborto nas eleições de 2014 vamos dar uma resposta para ela", ameaçou o pastor, que usa o perfil ‏@PastorMalafaia. 

Barroso atuou pelo reconhecimento legal da união gay. "As uniões homoafetivas são fatos lícitos e relativos à vida privada de cada um. O papel do Estado e do Direito, em relação a elas como a tudo mais, é o de respeitar a diversidade, fomentar a tolerância e contribuir para a superação do preconceito e da discriminação",  escreveu o advogado em artigo publicado em seu site pessoal.  

Na defesa da legalidade das relações entre pessoas do mesmo sexo, ele escreveu ainda: "Os princípios constitucionais da igualdade, da dignidade da pessoa humana e da liberdade impõem a extensão do regime jurídico da união estável às uniões homoafetivas. Igualdade importa em política de reconhecimento; dignidade em respeito ao desenvolvimento da personalidade de cada um; e liberdade no oferecimento de condições objetivas que permitam as escolhas legítimas". 

A indicação de Barroso vai passar agora pelo crivo do Senado. Ele será sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Depois de aprovado pelos senadores, o advogado completará a composição de 11 ministros do STF.


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