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Estrelado por Michael Douglas, longa sobre extravagante pianista Liberace foi chamado de fabuloso por crítico, apesar de ter sido rejeitado pelos estúdios de cinema

Recusado por todos os estúdios por ser considerado “gay demais ”, o filme “Behind The Candelabra” não conseguiu distribuição para os cinemas e vai estrear direto no canal a cabo HBO, no próximo dia 26. O lançamento da produção, nesta terça-feira (21), no Festival de Cannes, indica que os produtores de Hollywood podem ter errado feio.

Os críticos que acompanharam a exibição de “Behind The Candelabra” no famoso festival francês estão cobrindo o filme de elogios. “Douglas traz uma dimensão real para o papel, explorando a diferença entre o pianista no palco e a pessoa real fora dele, mostrando os efeitos do envelhecimento no artista”, observou o crítico da revista Variety, Peter Debruge, destacando o desempenho de Michal Douglas .

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Sharon Stone na estreia de “Behind The Candelabra” no Festival de Cannes
Getty Images
Sharon Stone na estreia de “Behind The Candelabra” no Festival de Cannes

Douglas vive no filme o pianista americano Liberace , que ficou famoso por se apresentar com figurinos para lá de extravagantes, com brilhos, rendas e todos os outros ornamentos possíveis.

O galã Matt Damon vive Scott Thorson, um namorado de Liberace. Depois de se separar do pianista, Thorson o processou, exigindo uma alta indenização pelos cinco anos que eles ficaram juntos.

Mesmo sendo exibido na TV e não nos cinemas, de “Behind The Candelabra” está competindo a Palma de Ouro em Cannes. O filme tem recebido muita atenção por ser o último do seu diretor, Steven Soderbergh , que decidiu se aposentar. Ele já ganhou o prêmio principal do festival com o filme “Sexo, Mentira e Videotape” (1989).

Depois de ver o filme, o crítico da Entertainment Weekly Owen Gleiberman deu um ‘puxão de orelha’ nos produtores de Hollywood. “Um filme sobre Liberace, estrelado por Michael Douglas e Matt Damon? Pode não ser o Homem de Ferro 3, mas muita gente, eu estou convencido, gostaria de comprar um ingresso para ver isso. É difícil dizer o que é pior sobre o ostracismo do filme pelos estúdios de cinema: a homofobia implícita ou o insulto ao cinema. Os programadores de Cannes fizeram a sua parte e corrigiram o erro”, escreveu Gleiberman.

“Behind the Candelabra é fabuloso... Roteiro soberbo e direção brilhante. Inteligente, mas nunca bajulador , o filme é liderado por um grande desempenho de Michael Douglas, que está tão bem, que, muitas vezes, você esquece que está assistindo a um ator ao invés do famoso personagem”, se derreteu o crítico do jornal The Hollywood Reporter, Todd McCarthy.

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