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Brittney Griner: "Estou muito feliz em dizer a minha verdade, de estar numa posição que encoraja outros a fazer o mesmo"

A jogadora Brittney Gringer
Getty Images
A jogadora Brittney Gringer

“Quando há dias atrás, o jogador da NBA  Jason Collins  anunciou que era gay,  fiquei emocionada. Além ficar extremamente feliz por ele, pensei que talvez, apenas talvez, que a reação positiva causada pela sua coragem significava que estavamos prestes a entrar numa era em que as pessoas aceitam e celebram as diferenças uns dos outros". 

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Foi com essa emoção evidente no texto acima, que a jogadora de basquete Brittney Griner , de 22 anos, escreveu no jornal de The New York Times sobre a atitude do colega jogador Jason, que assumiu sua homossexualidade numa entrevista à revista Sports Illustrated.

Brittney,  que ganhou o importante prêmio Naismith Trophy como a melhor jogadora de 2012 e 2013 da WNBA, a liga nacional feminina de basquete, falou também sobre a reação da mãe e da família quando descobriram que ela era gay.  

"Falei pela primeira vez com minha mãe quando estava no 9º ano (do ensino fundamental americano). Estava encostada na parede de casa, sem fazer nada, e, por alguma razão, falei que era gay. Ela me deu um abraço, sorriu e disse que me amava. Depois eu fui para o quarto, simples assim", lembrou Brittney.  

A jogadora também falou sobre o impacto causado por um atleta que se assume gay. “Não me importa se recebi menos atenção que Jason. Estou muito feliz em dizer a minha verdade, de estar numa posição que encoraja outros a fazer o mesmo. Me fortalece saber que nós dois, junto com tantos outros pioneiros e aliados, estamos unidos em uma missão para inspirar outras pessoas”, afirmou. 

Ainda no texto, a jogadora abordou um período difícil pelo que passou na adolescência: “O pior foi o abuso verbal, sempre fui uma menina forte, resistente e alta, de modo que ninguém mexia comigo do ponto de vista físico. O fundo do poço foi quando mudei para uma nova escola, com pessoas que eu não conhecia, e as brincadeiras sobre minha altura, aparência e sexualidade aconteceram sem parar, todos os dias”.

 “As pessoas diziam que não tinha como eu ser mulher. Alguns até queriam que eu provasse isso a eles. Durante o ensino médio e na faculdade, quando viajamos para os jogos, as pessoas gritavam em coro, usando termos raciais e terríveis insultos homofóbicos”, relatou Brittney. 

“A boa notícia é que eu vejo mudanças acontecendo. Elas são lentas, mas existem. Depois que eu me assumi, recebi braços, mensagens, agradecimentos e felicitações”, concluiu Brittney.  

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