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Americano Matt Moore se justificou dizendo que entrou no Grindr para fazer amigos e não para ter encontros sexuais

Matt Moore vendeu seu computador e bloqueou o telefone celular para não
Reprodução
Matt Moore vendeu seu computador e bloqueou o telefone celular para não "ceder à tentação" novamente

O blogueiro evangélico  Matt Moore, 24 anos, virou alvo de uma polêmica nos Estados Unidos ao ser flagrado num aplicativo de paquera gay, o Grindr.  

Em entrevista ao programa de rádio SiriusXM, ele se justificou dizendo que não estava à procura de sexo e sim de conhecer homens em Nova Orleans, que pudessem levá-lo a bares gays.

Moore disse ainda que vendeu seu computador e bloqueou o telefone celular para não "ceder à tentação" novamente.

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"Basicamente, eu só queria ver quem estava próximo, nas redondezas“, afirmou Moore ao programa de rádio. "Eu posso dizer honestamente que eu não tive qualquer tipo de conversa sexual com ninguém. Eu bloqueei na hora qualquer um que enviou fotos ou palavras  explícitas . Foi a primeira vez que entrei no Grindr, queria sair e ir para bares gays em Nova Orleans, estava tentando conhecer alguém para faze companhia”, acrescentou. 

Mas antes que Moore pudesse conhecer alguém, as imagens suas no aplicativo foram publicadas na web pelo blogueiro Zinnia Jones , o rotulando-o em toda a blogosfera como o "ex-gay" no Grindr. Rótulo que ele rejeita por não acreditar em terapia de "conversão" de gays em hetéros.

"Eu acho que a forma como os artigos foram escritos é equivocada, eles se baseiam na suposição de que, quando me tornei cristão, eu me tornei hétero, que não tenho sentimentos homossexuais, que minha presença no Grindr mostra que estou mentindo. Eu nunca, nunca disse nenhuma dessas coisas".

Moore tinha namorado até se tornar cristão, em 2010, mas confessa que ainda se sente sexualmente atraído por homens e não por mulheres e que "é impossível mudar a si mesmo“. 

Quando perguntado se acha que todos os gays devem seguir seu caminho, respondeu: "Eu acredito que esta é a verdade, então, sinceramente, sim". "Eu parei de ir a bares gays e lugares assim. Cortei a maioria das relações que tinha com esse universo. Não entro no Grindr ou em qualquer tipo de rede social gay desde janeiro deste ano",  finalizou.  

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