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Para Fátima Protti, a aceitação da própria sexualidade é uma dificuldade que ainda atinge muitos homossexuais

Em sua popular coluna “Prazer & Sexo” no canal feminino  Delas , a sexóloga Fátima Protti responde quinzenalmente as dúvidas de mulheres que escrevem para a redação do iG . Entre tantas correspondências, ela recebe também diversas questões de gays e lésbicas. “Geralmente, são problemas de relacionamento e dificuldades de aceitação da própria homossexualidade”, revela Fátima sobre os temas predominantes nos e-mails.

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A sexóloga, que atende muitos homossexuais em seu consultório, diz que o preconceito e a falta de aceitação social impedem o estabelecimento de vínculos afetivos consistentes pelos gays. “Enquanto não se libertam, eles têm muita dificuldade em assumir relacionamentos duradouros”, avalia Fátima.

Fátima Protti
Arquivo pessoal
Fátima Protti

Fátima não vê muita diferença nos problemas de relacionamentos enfrentados pelos parceiros gays e heterossexuais.

“A dinâmica de um casal é influenciada pela história de vida, pelos traços de personalidade, pela sexualidade e também por influências externas, independentemente da orientação sexual dos indivíduos que formam o casal”, pondera.

“Carência emocionais significativas, traços egoístas, problemas no trabalho e dificuldades financeiras são fatores que frequentemente afetam o relacionamento a dois, seja qual for a orientação sexual dos parceiros”, prossegue a sexóloga.

Comumente, os fatores citados acabam prejudicando a vida dos casais na cama. Nestes casos, a recuperação da libido muitas vezes exige terapia em consultório, segundo Fátima.

“É preciso fazer uma avaliação geral, identificar possibilidades de reestruturar a relação e de aquecer a vida sexual. Saber se dá para continuar o relacionamento ou se é o momento de tomar uma outra direção”, explica.

Quando a dificuldade do casal se restringe  a ausência de libido, com o afeto entre os (as) parceiros (as) se mantendo, Fátima avalia que na maioria das vezes é possível recuperar o desejo com algumas estratégias que tornem o sexo novamente interessante para os dois.

Novas posições, brinquedos eróticos, mais carícias e sexo oral caprichado são mudanças na rotina sexual que costumam ajudar na recuperação do desejo. Mas muitas vezes essas indicações não bastam e é preciso buscar uma ajuda de um terapeuta sexual ou de um médico, caso o problema seja físico.

O fantasma da traição também aparace com frequência no consultório de Fátima. "É um medo que afeta a todos. Mas parece que a disponibilidade para trair é maior entre os homens gays. Isso acaba gerando falta de confiança entre os parceiros de um casal. Talvez, esse seja um fator que dificulta o estabelecimento de vínculos afetivos". afirma. 

Além desses problemas mais gerais, Fátima também recebe e-mails com questões bem pontuais. Aproveitando a sua passagem pelo iGay, a sexóloga responde uma pergunta que frequentemente chega a sua caixa de correspondência virtual, vinda de homens gays:

“Estou a fim de um cara e ele também está a fim de mim, mas não sei se ele é ativo ou passivo. Como descobrir?” . Para ler a resposta dessa pergunta, clique aqui .

Se você tiver alguma dúvida ou questão para a colunista Fátima Protti, mande uma mensagem para o e-mail: siteigay@ig.com.br .

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