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Comandante do poderoso estúdio Sony, Amy Pascal acredita que cinema precisa mostrar o homossexual também de maneira positiva, sem estereótipos

Amy Pascal diz que Hollywood ignora a necessidade de dar referências positivas sobre os gays
Getty Images
Amy Pascal diz que Hollywood ignora a necessidade de dar referências positivas sobre os gays

Uma das mulheres mais poderosas entre os executivos de Hollywood, a co-presidente do estúdio Sony Amy Pascal acredita que está na hora do cinema americano parar de reproduzir estereótipos negativos dos gays em seus filmes.

“O Segredo de Brokeback Mountain, Milk - A Voz da Igualdade, Meninos Não Choram, Filadélfia, As Horas, Deuses e Monstros, O Talentoso Ripley, O Direito de Amar... em todos esses filmes, o personagem principal ou é assassinado, ou é martirizado, ou comete suicídio ou simplesmente morre infeliz”, observou Amy, citando filmes famosos de temática gay, de acordo como jornal Daily Mail.

“A lésbica assassina, o travesti psicótico, o gay que é humilhado, aparecendo muitas vezes sendo jogado de um navio ou de uma plataforma”, continuou Amy, descrevendo como Hollywood aborda os personagens gays. “Isto é uma grande piada”, analisou a executiva, prosseguindo na sua crítica.

A declaração foi dada num discurso que a executiva fez no LA Gay & Lesbian Center, durante uma homenagem que ela recebeu do centro de apoio para gays e lésbicas moradores de rua de Los Angeles. No dia da homenagem, a organização arrecadou mais de R$ 2 milhões.

Amy, que apoia financeiramente o LA Gay & Lesbian Center, reconheceu a ignorância do cinema americano ao tratar dos gays, lembrando que os filmes são muito influentes na maneira que as pessoas percebem o mundo, especialmente o público jovem.

Ele pediu que personagens gays também sejam retratados de maneira positiva nas produções cinematográficas, citando como referencia positiva o filme “Minhas Mães e Meu Pai”, estrelado por Annette Bening, Julianne Moore e Mark Ruffalo .

“Eu estou falando de jovens gays, mas também dos que não são. O primeiro grupo de precisa de exemplos positivos, mas o segundo precisa de educação. E sendo honesta, nenhum desses dois assuntos estão na pauta dos estúdios de cinema ou das grandes redes de TV”, reconheceu.

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