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Em 2010, o argentino Jorge Mario Bergoglio se opôs fortemente à legislação que liberou o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Argentina

Papa Francisco 1º fala aos fiéis no Vaticano depois de sua eleição
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Papa Francisco 1º fala aos fiéis no Vaticano depois de sua eleição

A eleição nesta quarta-feira (13) do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio como papa Francisco 1º não vai significar um período mais tolerante da igreja católica aos direitos dos gays. Em suas próprias palavras, em carta escrita  pelo então arcebispo em 2010, a união gay teria o poder de destruir o plano de Deus para a humanidade.

Na ocasião, ele se opôs fortemente à adoção na Argentina de legislação que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, dando aos homossexuais os mesmos direitos dos heterossexuais.

Jorge Mario Bergoglio manifestou sua contrariedade numa carta enviada aos sacerdotes de Buenos Aires.

“Não vamos ser ingênuos, não estamos falando de uma simples batalha política, é um ataque destrutivo contra o plano de Deus. Não estamos falando de um projeto de lei simples, mas sim de uma maquinação do Pai da Mentira, que procura confundir e enganar os filhos de Deus” , escreveu Jorge Mario Bergoglio, segundo o jornal online “The Daily Beast”, do grupo americano Newsweek.

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Antes da eleição do novo papa, foi levantada a possibilidade do sacerdote maior da igreja católica ser mais tolerante e mais receptivo aos homossexuais do que o anterior, Joseph Ratzinger, conhecido como  Bento 16

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