O visagismo está presente no teatro, na moda e também no dia a dia. É sobre essa arte a coluna da semana de Paulette Pink. Veja os detalhes e se jogue!

O visagismo existe desde a década de 1930, criado pelo francês Fernand Aubry. Mas como por aqui tudo chega anos depois, a técnica só ficou conhecida quando foi lançado o livro “Visagismo – Harmonia e Estética”, de Philip Hallawell, em 2003. Isso ajudou bastante no processo de “desrobotização” da beleza , e a partir da publicação da obra, os salões começaram a deixar correr livre, leve e solta a criatividade a fim de garantir mais identidade aos cortes de cabelo e aos makes de acordo com cada formato de rosto.

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Paula Sabbatini, o lado 'normalzinha' de Paulette, como ela brinca, foi responsável pelo visagismo para o musical 'Forever Young'
Paula Sabbatini/Instagram @bysabbatini
Paula Sabbatini, o lado 'normalzinha' de Paulette, como ela brinca, foi responsável pelo visagismo para o musical 'Forever Young'


Na busca para encontrar o visual perfeito, muitas pessoas se inspiram nas celebridades para esculpir o estilo próprio, mas isso nem sempre dá certo, pois, muitas vezes, nem o formato do rosto nem o tipo de cabelo imitados ajudam no resultado final, e o que resta é só frustração. Por isso o visagismo é importante. 

É essencial estudar os desejos, o tipo de pele, as cores quentes ou frias que o indivíduo permite agregar, além das proporções, preferências estéticas, rotina e necessidades. O estilo precisa corresponder àquilo que o cliente busca, e o que ele quer transmitir a seu público. Enfim, a maquiagem e a produção devem mostrar a tal da identidade visual .

É para isso que existe o feeling do visagista. O método é considerado um luxo para pessoas que não sabem se arrumar ou precisam estar bem alinhadas em empregos que exigem boa aparência. Grandes empresárias, palestrantes, empreendedores, políticos e artistas têm a mãozinha de um bom profissional desse segmento, expert em tornar a imagem vendável, e que transmita confiabilidade e credibilidade. 

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Do it Yourself

Muitas pessoas têm talento para se auto-visagear, ou seja, tem olhos clínicos e conseguem definir o estilo sozinhas. Assim acontece com Anna Piaggi, aclamada como “Visionária da Moda” (ela nunca repetiu um modelito em público!!!), dona de cabelos azuis brilhantes, maquiagem excessiva e looks vintage misturados ao moderno. 

Teatralidade

Engana-se quem pensa que o visagismo só é usado no rosto e no cabelo. A técnica também é usual para compor personagens em peças de teatro. A construção visagista compreende desde a escolha do sapato até o estilo da roupa. De acordo com Paula Sabbatini (meu alter ego pseudo “normalzinha”), visagista que assina musicais como "Forever Young", "A banheira", "O Terraço", e uma porção de filmes publicitários, o trabalho começa na leitura do roteiro. “Faço questão de ler os textos para sentir a emoção do personagem, e só então penso no figurino, na peruca e no make”, diz.

Visagistas de respeito

Outro nome que é bamba neste mercado é o do estilista Karl Lagerfeld , de 83 anos. O designer alemão e diretor criativo da Chanel e da Fendi já foi figurinista de Liz Taylor e da cantora pop Madonna, além de somar inúmeros filmes e óperas. “Moda é uma linguagem que se cria em roupas para interpretar a realidade”, decreta.

Em solo brasuca, o extravagante – e autêntico – Dudu Bertholini trocou o sonho de ser diplomata pela vontade de circular pelo universo fashion. Dudu é alguém à frente de seu tempo, ele sabe brincar com a moda, é versátil, divertido e tem DNA forte. “Ter estilo é saber harmonizar desejo e realidade. Quando me visto e me olho no espelho, sei que devo agradar apenas a mim. Se faço isso pensando em atender aos anseios dos outros, o que certamente vai acontecer é uma experiência ruim”, diz.

Segundo o dicionário, visagismo é a arte de criar uma identidade visual exterior, capaz de revelar a personalidade da pessoa. É muito bem-vindo no mundo das artes e no dia a dia também! Para saber mais sobre cultura, maquiagem e universo drag, clique aqui e acompanhe a coluna de Pauellete Pink no iGay

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