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Autorização do nome social, proibição da "cura" e maior representatividade são algumas conquistas da comunidade LGBT no Brasil até agora em 2018

Mesmo que ainda faça parte do nosso dia-a-dia sofrer com preconceito e intolerância, temos que reforçar e nos orgulhar das conquistas sociais e políticas conseguidas no Brasil, muitas no próprio ano de 2018 . Por isso, no mês do orgulho LGBT, precisamos relembrá-las para também saber por quais direitos ainda lutar.

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A maior parte das conquistas no ano, até agora, foram da comunidade transgênero, com nome social e alteração no registro civil, por exemplo. Confira 6 conquistas da comunidade LGBT no ano de 2018 no Brasil:

1. Autorização do nome social nas escolas

Logo no primeiro mês de 2018, a comunidade LGBT pôde comemorar com a autorização do nome social nas escolas
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Logo no primeiro mês de 2018, a comunidade LGBT pôde comemorar com a autorização do nome social nas escolas


O ano já começou com uma grande conquista para a comunidade transgênero. No dia 17 de janeiro, o MEC (Ministério da Educação) autorizou, a partir de uma resolução, o uso do nome social de travestis e transexuais nos registros escolares da educação básica. Agora, estes alunos poderão ser chamados pelo nome que escolheram de acordo com a identidade de gênero, uma antiga reivindicação do movimento LGBTI.

2. Proibição da “cura” para transgêneros

Ainda em janeiro, o Conselho Federal de Psicologia proibiu que profissionais realizassem a
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Ainda em janeiro, o Conselho Federal de Psicologia proibiu que profissionais realizassem a "cura" de pessoas trans


Ainda no primeiro mês do ano, no dia 29, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) aprovou a regulamentação que proíbe psicólogos de usarem seu conhecimento para tratamentos de "reorientação sexual", popularmente conhecidos como "cura gay", em pessoas transexuais e travestis, ou seja, nenhum método que insinue a "cura" para a transexualidade e travestilidade.

3. Maior representatividade nas novelas

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TV Globo/Divulgação
Em "O Outro Lado do Paraíso", Samuel, interpretado por Eriberto Leão, encontra-se em dilemas sobre sua sexualidade


As novelas também estão colaborando para uma maior representatividade da comunidade LGBT+ na televisão. Neste ano, um caso que ganhou grande destaque foi o de Samuel, da novela “O Outro Lado do Paraíso”, da Rede Globo. Apesar de ser casado com uma mulher e ter uma mãe preconceituosa, o personagem conseguiu superar e assumir sua sexualidade e seu caso com outro homem.

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4. Pabllo Vittar e seu novo programa na TV

A drag queen Pabllo Vittar ganhou muito destaque em 2017 e, em 2018, ganhou mais visibilidade com seu programa
Reprodução/Pinterest/quedelicianegente.com
A drag queen Pabllo Vittar ganhou muito destaque em 2017 e, em 2018, ganhou mais visibilidade com seu programa


Um fenômeno no país, a drag queen Pabllo Vittar ganhou ainda mais visibilidade na mídia com seu novo programa no canal Multishow, chamado “Prazer, Pabllo Vittar”. A cantora se tornou um sucesso ainda maior em 2018, emplacando músicas com DJs internacionais como o Diplo, o que é resultado das popularização das drag queens hoje em dia.

5. Liberação da alteração de nome no registro civil

Em decisão unânime, o STF liberou a alteração de nome no registro civil de transgêneros sem cirurgia de redesignação
Marcelo Lélis/Agência Pará
Em decisão unânime, o STF liberou a alteração de nome no registro civil de transgêneros sem cirurgia de redesignação


Continuando com as conquistas das pessoas trans, o Supremo Tribunal Federal decidiu, em decisão unânime no dia 1º de março, a favor da liberação da alteração do nome no registro civil de transgêneros sem a realização de cirurgia de redesignação de sexo. Assim, tornou-se possível solicitar a mudança de nome diretamente no cartório, sem necessidade de comprovar condições.

Leia também: Confira as principais conquistas da comunidade em 2017

6. Mulher trans assumindo direção nacional de partido

Tathiane Araújo é a primeira mulher transgênero a integrar direção nacional do PSB (Partido Socialista Brasileiro)
Humberto Pradera
Tathiane Araújo é a primeira mulher transgênero a integrar direção nacional do PSB (Partido Socialista Brasileiro)


Outra conquista foi conseguida por Tathiane Araújo, eleita em março como a primeira mulher transgênero para a direção nacional do PSB (Partido Socialista Brasileiro). No cargo de secretária nacional do segmento LGBT do partido, ela passou a ocupar um dos 43 assentos na Comissão Executiva Nacional.