Para muitos, fazer parte da comunidade LGBT+ significa não poder viver a vida que realmente gostariam de viver durante a adolescência

Em comparação com décadas passadas, é possível afirmar que a sociedade está, sim, mais disposta a aceitar com aquilo que é considerado “fora do padrão”, ou seja, pessoas que são diferentes do que o senso comum tem como normal – pessoas brancas, magras, que usam roupas “apropriadas para o gênero” e são heterossexuais. Ainda assim, da mesma forma que comportamentos como o racismo e a gordofobia seguem presentes nos mínimos detalhes, quem é gay, lésbica, bissexual, transexual ou pertence à comunidade LGBT+ em geral também ainda enfrenta preconceitos.

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Para muitos, ser gay, lésbica, bissexual ou transexual significa não poder viver a vida que realmente querem viver
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Para muitos, ser gay, lésbica, bissexual ou transexual significa não poder viver a vida que realmente querem viver

Ainda hoje, a homofobia faz com que pessoas LGBT+ se privem de externalizar muito do que têm vontade. Isso vai desde deixar de frequentar um local com o qual se identificam por medo até evitar ficar com determinadas pessoas ou discutir a vida pessoal com a família, coisa que, normalmente, as pessoas têm livre arbítrio para fazer. Recentemente, a dor dessas pessoas foi expressa por um jovem gay norte-americano em palavras simples que viralizaram no Twitter:


O tuíte – que até agora possui 14 mil compartilhamentos e 64 mil curtidas – diz o seguinte: “A cultura gay significa ser um adolescente quando já está com 30 anos porque os anos de adolescência não eram seus para fazê-lo”. Com isso, o usuário identificado com “Introvertgay” toca justamente no fato de que muitas pessoas da comunidade LGBT+ ficam desamparados durante a juventude e não agem da forma que realmente gostariam de agir, vivendo uma vida “falsa”.

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Prontamente, o tuíte recebeu uma chuva de respostas de aprovação, algumas descontraídas e outras bastante emocionadas:


“Isso é divertido e devastador ao mesmo tempo. ‘Eu sou uma pessoa divertida agora porque roubaram minha adolescência de mim’”.


“Então é por isso que eu sou assim! Pensei que estava regredindo”.

“Eu quase chorei quando li isso. Não havia realizado o quanto eu precisava que alguém além de mim dissesse isso em voz alta”.

“Vamos ter esperanças de que chegue o dia em que todos os adolescentes gays possam viver a própria adolescência”.

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Fora do armário cada vez mais cedo

De acordo com um estudo realizado pela Tel Aviv University (nos Estados Unidos) e publicado no “Science Daily”, em 1991, a idade média em que as pessoas se assumiam LGBT + para o mundo era 25. Já hoje, essa média está em 16, o que poderia significar um tremendo avanço, mas apenas se o dado for avaliado isoladamente. O mesmo estudo também mostra que grande parte dos adultos tinham noção da própria sexualidade desde os nove ou dez anos de idade, deixando um intervalo de quase dez anos para pessoas da comunidade gay, lésbica, bi e trans lidarem com medos e inseguranças sozinhas.

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