Tamanho do texto

O projeto vai durar um ano e tem como objetivo conscientizar que ainda são poucos os países que aceitam o casamento entre pessoas do mesmo sexo

Fleur Pieretse e Julian Boom são lésbicas e estão em um relacionamento há sete anos. As duas são artistas e estão planejando um projeto que tem como objetivo chamar a atenção para os direitos LGBT ao redor do mundo.

Leia também: Conheça o casal pioneiro de mulheres que se casou há mais de um século na Europa

Em projeto especial, casal de lésbicas vão viajar para os 24 países onde a união homoafetiva é legalizada e se casar
Reprodução/Facebook
Em projeto especial, casal de lésbicas vão viajar para os 24 países onde a união homoafetiva é legalizada e se casar

A dupla é conhecida como “JF Pierets” e com o projeto intitulado “22” vão percorrer 24 países onde o casamento homoafetivo é legalizado. Em entrevista ao site “HuffPost”, elas explicam que o projeto está programado para ser finalizado em 2018 e contará com fotos e vídeos de como foi a experiência de serem lésbicas e se casarem em diversos países.

Fleur e Julian se casaram na Bélgica em 2012 e viveram na Espanha por três anos, mas venderam a maioria de seus pertences e estão viajando pelo mundo apenas com uma mala na mão. Atualmente, estão em Nova York, nos Estados Unidos, onde começaram a pré-produção do projeto antes do primeiro casamento, que acontecerá na Câmara Municipal de Manhattan, em setembro.

Leia também: Casal de mulheres comemora trigêmeos após mãe ouvir que não poderia engravidar

A partir daí, elas passarão duas semanas em cada um dos 24 países, começando pelos Países Baixos, em outubro, e terminando na Nova Zelândia, em outubro de 2018. Durante a viagem elas vão passar por países como França, Brasil, México e Finlândia. “Todo esse trabalho será um autorretrato de como nos sentiremos nesses momento”, diz Fleur. 

Motivação

Ela conta que a ideia do projeto começou quando elas perceberam que muitas pessoas não tem consciência de que ainda são poucos os países onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legalizado. “Acreditamos que o casamento e o amor são um ponto de partida perfeito para aumentar essa conscientização”.

A ideia do projeto é mostrar que ainda existem poucos países que aceitam o casamento entre pessoas do mesmo sexo
Reprodução/Youtube
A ideia do projeto é mostrar que ainda existem poucos países que aceitam o casamento entre pessoas do mesmo sexo

Quando elas tiveram essa ideia, apenas 22 países reconheciam casamentos homoafetivos – por isso o nome do projeto. Desde então, Malta e Alemanha criaram novas legislações e passaram a fazer parte da lista. Elas não planejam atualizar o nome do projeto, porque acreditam que isso marca as mudanças que estão acontecendo no mundo.

Leia também: Escola é acusada de homofobia ao censurar alunos gays em anuário

“É enriquecedor e necessário mostrar essa questão de forma positiva, acreditamos que essa é a única maneira de fazer mudanças”, afirma. Elas esperam que durante o projeto mais países mudem e passem a aceitar casamentos entre gays, lésbicas e bissexuais.