De acordo com estudo, 52% dos muçulmanos dos Estados Unidos acreditam que "a homossexualidade deve ser aceita pela sociedade"

Embora o Islamismo seja conhecido como conservador, a religião está passando por algumas mudanças e se tornando mais aberta para questões LGBT. Pelo menos é o que indica uma pesquisa recente que mostra que cada vez mais muçulmanos norte-americanos estão passando a aceitar a homossexualidade.

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52% dos muçulmanos estadunidenses acreditam que
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52% dos muçulmanos estadunidenses acreditam que "a homossexualidade deve ser aceita pela sociedade"

Dados divulgados pelo site de pesquisas “Pew Research Center” mostram que, em 2017, 52% dos muçulmanos  dos Estados Unidos acreditam que "a homossexualidade deve ser aceita pela sociedade". Isso representa um aumento significativo, considerando que o número era de 29% em 2011 e  de 27% em 2007.

Isso também sugere que os islâmicos aceitam mais a homossexualidade do que os evangélicos, já que os dados mostram que apenas 34% destes cristãos acreditam que a homossexualidade deve ser algo aceito pela sociedade. Apesar de ser um número ainda baixo, o resultado representa um aumento na aceitação, que era de apenas 29% em 2011 e 23% em 2006.

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Ainda assim, os islâmicos não estão na frente em relação de religiões que mais aceitam os homossexuais. Em primeiro lugar estão os protestantes (76%) e em segundo estão os católicos (66%).

A vida de um muçulmano gay

Apesar de esses dados mostrarem uma maior aceitação por parte do Islamismo, ainda há casos como o de Jahed Choudhury, que é gay e muçulmano e sofre preconceito dentro de sua religião.

Após se casar com outro homem, Jahed revelou ao “Daily Mail” que “faria de tudo para não ter nascido gay”. Ainda assim, Jahed acredita não ser o único gay em sua comunidade. "Esse assunto simplesmente não é discutido, então, mesmo que apenas um jovem homossexual leia isso, não só da fé muçulmana, mas de qualquer fé, espero que o ajude a saber que ele não está sozinho"

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Mas, mesmo não sentindo que é aceito, Jahed não abriu mão de sua religião. "Eu sou muçulmano e gay, e a única maneira de lidar com os dois é dividi-los em minha mente”, afirmou. "Eu ainda tenho minha fé e rezo cinco vezes por dia, mas entendo que alguns muçulmanos nunca aceitarão de fato a homossexualidade”.

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