Mesmo aos 34 anos, Trystan Reese, que é homem trans e seu parceiro, Biff Chaplow, decidiram tentar engravidar; o casal tem dois filhos adotados

“Pai grávido, nove meses, um bebê e uma família muito feliz”, escreveu o casal formado pelo transgênero Trystan Reese e seu companheiro, Biff Chaplow, em um de seus últimos posts em uma rede social. No último sábado (15) foi anunciado o nascimento do primeiro filho biológico deles.

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No Facebook, casal mostra o pai transgênero grávido
Reprodução
No Facebook, casal mostra o pai transgênero grávido

O menino nasceu na noite da sexta-feira (14), com mais de 4 quilos. Em um vídeo, Chaplow e Reese, que estão juntos há sete anos, apresentam a criança, falando sobre como ele chegou bem ao mundo. “Ele é muito saudável”, contou o pai transgênero .

Aos 34 anos, Reese afirmou que a gestação foi tranquila à imprensa internacional. A gravidez é de primeira viagem, mas o casal já tem dois outros filhos, que foram adotados em 2011.

Porém, ao decidir ter o primeiro filho biológico, Reese, que nasceu mulher, resolveu suspender o uso de testosterona para poder engravidar. Eles encontraram uma equipe médica para atende-los e contaram que ela foi treinada para poder acompanha-los.

Transição

“Eu dizia que eu era um homossexual em um corpo de mulher. Eu comecei a tomar testosterona e meu corpo começou a mudar. Emocionalmente foi muito difícil, mas em seis meses eu era um homem”, contou Reese, que começou a transição ainda no ensino médio.

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No entanto, ele afirma que nunca almejou um corpo masculino completamente. Por isso, nunca fez a cirurgia para redesignação do órgão sexual. “Eu nunca quis que o meu corpo não fosse um corpo de transexual. Eu estou bem sendo um homem que tem útero, que tem a capacidade de ter um bebê”, diz Reese em um vídeo postado no Facebook.

Gravidez

A gestação foi natural para ele, que já aceitou sua condição de ser um homem no corpo de mulher. “Eu sou feminista. Eu penso que mulheres são impressionantes. Eu não acho ruim ser uma mulher. Só não aconteceu de ser [por fora] como eu era por dentro. Por isso, é ok entrar nesse sagrado mundo da maternidade. E isso não me faz sentir menos homem. Eu só sou um homem capaz de ter um bebê e eu decidi fazer isso”, afirmou.

Ainda há muito preconceito por parte da sociedade, segundo o casal. Na internet as pessoas podem ser ainda mais cruéis. “Por trás do anonimato, as pessoas se sentem empoderadas para dizer o que deveria acontecer conosco, com os nossos filhos, com a nossa família. A razão pela qual você decide ter um filho é querer ver mais amor no mundo e lembrando quão difícil será. É duro”, lamenta.

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