Estudante usou o vestiário para trocar de roupa no momento que o aluno transgênero estava lá e os pais consideraram o ato um "assédio sexual"

Um estudante do ensino médio está processando um distrito escolar da Pensilvânia depois de alegar que "ele foi exposto involuntariamente" a um aluno transgênero ao trocar de roupa no vestiário da escola. O distrito escolar é responsável por administrar todas as escolas públicas da área de Boyertown.

Leia também: Aluno gay faz protesto contra homofobia durante formatura no ITA

Pais do estudante dizem não receberam nenhum aviso de que transgêneros usariam banheiros ou vestiários do sexo com o qual eles se identificam
shutterstock
Pais do estudante dizem não receberam nenhum aviso de que transgêneros usariam banheiros ou vestiários do sexo com o qual eles se identificam

De acordo com a "CBS",  o estudante alegou que foi forçado a trocar de roupa para a aula de ginástica ou enfrentaria a punição. A organização cristã conservadora Aliança Defendendo a Liberdade (ADL), que "defende o direito das pessoas a viver livremente a sua fé", disse em uma declaração que seus pais estão processando o Distrito Escolar da área de Boyertown por assédio sexual e violação de privacidade pessoal.

Falta de avisos

O grupo disse que o distrito escolar não deu qualquer aviso aos alunos ou aos pais de que permitiriam que alunos transgêneros usassem banheiros ou vestiários do sexo com o qual eles se identificavam. "Meu cliente está se posicionando não só para si, mas para outros que se sentem intimidados", disse o advogado Randall Wenger.

O aluno afirma que ele estava de cueca prestes a colocar as roupas de ginástica dele quando notou o menino transgênero no vestiário. O menino em questão nasceu com órgãos genitais femininos, mas identifica-se do sexo masculino.

Leia também: "Nós sabemos como é ser do sexo masculino e feminino”, diz casal transgênero

"Nossas leis e costumes reconheceram há muito tempo que não deveríamos ter que nos despir na frente de pessoas do sexo oposto", disse o assessor jurídico da ADL, Kellie Fiedorek, em um comunicado. "Mas agora algumas escolas estão forçando nossos filhos a desistir de seus direitos de privacidade, mesmo que, neste caso, a lei da Pensilvânia exija que as escolas tenham instalações separadas com base no sexo.”

Os advogados dizem que é objetivo da ação é que o distrito "inverta sua política de abrir o vestiário dos meninos às fêmeas biológicas que se identificam como o macho".

Leia também: Índia abre primeira escola para transgêneros

Reposta do distrito escolar

O Distrito Escolar da área de Boyertown recusou-se a comentar sobre sua política de vestiário. Em uma declaração muito breve, o superintendente distrital reconheceu que havia recebido cartas de advogados do estudante para mudar a política do vestiário, mas que não foi "uma queixa oficial”. No processo, o distrito tem até 4 de abril para responder oficialmente.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.