Além de YouTubers, alguns artistas pop ligados à comunidade LGBT também estão tendo seus vídeos “escondidos” na plataforma

O YouTube está recebendo muitas críticas de seus usuários por um novo recurso de “modo restrito”, que censura vídeos com conteúdo LGBT. O objetivo do site seria deixar restrito o acesso a conteúdos que podem ser ofensivos.

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Mandy Candy é um exemplo de YouTuber que teve vídeos com conteúdo LGBT censurados
Reprodução/Youtube
Mandy Candy é um exemplo de YouTuber que teve vídeos com conteúdo LGBT censurados

De acordo com o próprio YouTube, são utilizadas “denúncia dos usuários, restrição de idade e outros sinais para filtrar e identificar conteúdo inapropriado”. Como forma padrão, ele automaticamente vem desligado para maiores de 18 anos, mas pode ser ativado ou desativado a qualquer momento.  Mas a questão é: por que a temática LGBT é considerada imprópria?

“Vídeos sobre LGBTQ + vida, amor, história, amizades, etc não são mais inadequados do que vídeos com casais heterossexuais ou contar a história de pessoas heterossexuais”, diz YouTuber Rowan Ellis ao “Gizmodo”. Ela ainda afirma que, enquanto ela não souber por que isso está acontecendo, isso é preocupante pois implica que há algo em algum lugar dentro desse processo que diz que LGBTQ +  é "não familiar e não amigável". 

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A YouTuber transexual brasileira Mandy Candy é famosa por falar sobre assuntos relacionados à sua transição. Em seu Twitter, ela publicou capturas de tela para mostrar a diferença na busca quando o modo restrito está desligado e ligado.


Além de YouTubers, a plataforma também está censurando artistas pop com conteúdo de temática LGBT, como Lady Gaga, Tove Lo, Banda Uó e Katy Perry. 

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Resposta do YouTube

No Twitter, a galera já está usando a hashtag #YouTubeIsOverParty para criticar a medida da plataforma. O YouTube fez um tweet para responder as críticas:


“Temos muito orgulho de representar as vozes LGBTQ+ em nossa plataforma — elas são uma parte chave do que o YouTube é. A intenção do modo restrito é filtrar conteúdo maduro para a pequena parcela de usuários que querem uma experiência mais limitada. Vídeos LGBTQ+ estão disponíveis no modo restrito, mas vídeos que discutem assuntos mais sensíveis podem não estar. Nós nos arrependemos por qualquer confusão que isso causou e prestamos atenção em suas preocupações. Aceitamos a resposta de vocês e a paixão em fazer do YouTube uma comunidade inclusiva, diversa e vibrante”, diz a resposta para a comunidade LGBT. 

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