Outras 11% das empresas não contratariam homossexuais para alguns cargos específicos, como executivos que têm a incumbência de representar a empresa em público

Cezar Tegon, presidente da Elancers, empresa de seleção e recrutamento
Reprodução
Cezar Tegon, presidente da Elancers, empresa de seleção e recrutamento

Pesquisa realizada no Brasil pela Elancers, empresa de sistemas de seleção e recrutamento, ouviu 10 mil empresas e apontou que uma em cada cinco delas não contrataria homossexuais para determinados cargos. A maioria (75%) dos profissionais ouvidos são mulheres e 44% têm idade entre 26 e 35 anos.

"Quando 11% dizem que não contratariam homossexuais para determinados cargos, eles se referem essencialmente a cargos executivos que representam a empresa em público. Somados aos 7% que dizem que não contratariam homossexuais de modo algum, temos um cenário onde quase um quinto das empresas não contrataria homossexuais no Brasil", diz Cezar Tegon, Presidente da Elancers.

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De acordo com Tegon, essa pesquisa contrasta com outras realizadas nos Estados Unidos, onde os homossexuais têm cerca de 40% menos chances de serem chamados para uma entrevista.

A lei brasileira proíbe empresas de dizerem que determinada vaga é para homens ou mulheres, o que caracterizaria discriminação de gênero, mas o fato é que algumas estão preocupadas com a sexualidade de seus empregados (Cezar Tegon)

"Embora a legislação brasileira proíba as empresas de dizerem que determinada vaga é para homens ou mulheres, o que poderia caracterizar discriminação de gênero, o fato é que algumas empresas estão preocupadas com a sexualidade de seus empregados", afirma Tegon.

"Quando falamos de escolas, as restrições a homossexuais são maiores por várias razões, principalmente o receio em relação à reação dos pais dos alunos. As empresas também rejeitam profissionais declaradamente homossexuais para posições de nível hierárquico superior, como diretores, vice-presidentes ou presidentes, pois acreditam que esses cargos representam a organização em eventos públicos e a associação de imagem poderia ser negativa para a companhia", explica uma recrutadora que não quis se identificar.

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