Ativistas de direitos gays em Cuba farão um casamento em massa no fim de semana, em um país onde o casamento gay ainda não é legalizado

BBC

Mariela Castro
Reprodução/Facebook
Mariela Castro

Ativistas dos direitos gays em Cuba serão liderados pela filha do presidente Raul Castro, Mariela, que é uma militante pelos direitos LGBTs. O casamento simbólico será parte da parada anual do orgulho gay de Cuba. Mariela Castro disse que espera que o evento traga mudanças no futuro.

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Nos anos recentes, Cuba avançou alguns passos em direção à integração de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais. Em 2010, dois anos após se tornar presidente, Fidel Castro disse que errou ao discriminar gays, que foram enviados a campos de trabalhos forçados após a revolução de 1959.

Em 2012, Adela Hernandez, uma mulher transexual, se tornou a primeira pessoa da comunidade LGBT em Cuba a alcançar um cargo oficial, após vencer nas eleições municipais.

Em 2008, Cuba aprovou as operações de mudança de sexo para pessoas qualificadas a passarem pelo procedimento.

Mariela Castro, líder do Centro Nacional de Educação Sexual e membro da Assembleia Nacional de Cuba, diz que seu pai apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas nenhuma legislação foi aprovada até o momento.

"Nós não podemos fazer um casamento, mas queríamos ter uma celebração bem modesta de amor com alguns líderes religiosos", disse. "No futuro, veremos o que mais podemos fazer".

Em dezembro de 2013, uma lei foi aprovada criminalizando a discriminação baseada na orientação sexual. Mas a lei não baniu a discriminação baseada em identidade de gênero, e Mariela Castro votou contra. "Há um medo de que isso fará ruir a sociedade cubana", disse. "Isso irá criar enriquecimento cultural e ideológico",

Em seu relatório anual de 2014, a Freedom House, organização dos Estados Unidos, criticou o atraso em implementar o casamento entre pessoas do mesmo sexo em Cubae disse que as autoridades "não reconhecem o trabalho de grupos de direitos LGBTs".

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