O Vaticano fechou suas portas a Laurent Stefanini, diplomata designado há cinco meses para ocupar o cargo na Santa Sé. França nunca obteve resposta oficial à indicação e fonte autorizada disse à ANSA: "De nossa parte, seguirá o silêncio"

Papa Francisco
Reprodução/Vaticano
Papa Francisco

Assumidamente gay, Laurent Stefanini foi designado há cinco meses pela França para ocupar o cargo de embaixador na Santa Sé, mas o país nunca obteve uma resposta oficial à indicação. "De nossa parte, seguirá o silêncio. O governo francês deveria compreender que não mudaremos de ideia", disse uma autorizada fonte vaticana à ANSA (Agência Italiana de Notícias). 

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Não houve declaração oficial e não há registro de nenhuma conversa entre o Executivo francês e a secretaria de Estado vaticana. A postura do Vaticano é mostrar sua intenção de não conceder o lugar a Stefanini. Além da questão da homossexualidade, há ainda uma postura de contrariedade da Igreja Católica às decisões do governo da França de aprovar a lei de "Matrimônio para Todos", que autoriza o casamento homossexual em todo o território francês.

A tensão entre os dois Estados se transforma em um estancamento. Se não for indicado o nome de outra pessoa, thá o risco da posição em Villa Bonaparte, sede da representação diplomática na Santa Sé, ficar vazia.

Esse é um problema que, segundo alguns analistas, o presidente François Hollande - que reiterou por diversas vezes que Stefanini é o único nome de seu governo - estaria disposto a assumir.

O papa Francisco recebeu, reservadamente, Stefanini no dia 17 de abril na casa de Santa Marta. O encontro de cerca de 40 minutos não teve nenhuma nota oficial, o que aumentou rumores sobre os temas debatidos entre os dois. O jornal satírico "Le Canard Enchainé" afirmou que Jorge Mario Bergoglio teria negado a credencial de Stefanini.

A agência "I-Media", também de Paris, informou que isso não havia sido tema da reunião e que o encontro nasceu do desejo do Pontífice de aprofundar seu conhecimento diplomático. Ao final da reunião, ambos teriam rezado juntos e sem tocar no tema polêmico.


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