Boris Torres é um artista nascido no Equador e vive atualmente em Nova York City. Seu trabalho já foi exibido em sua terra-natal, além de Estados Unidos, Canadá e Alemanha. Sua obra busca trabalhar a sexualidade, com foco na comunidade LGBT. Veja alguns trabalhos:


Leia abaixo alguns trechos da entrevista que o artista equatoriano Boris Torres deu à revista Out recentemente.

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Há um interesse em sexualidade em seus trabalhos?

Sim. Acho que desde que eu era criança eu me interesso em nudez, me desenhar, mesmo sem ter acesso a revistas pornográficas. Tentar desenhar corpos masculinos e femininos era realmente excitante para mim. O interesse pela sexualidade passou à arte. Eu acho que a minha opressão como homem homossexual crescendo em família católica, tudo isso meio que me forçou a explorar de alguma forma essas coisas que eram reprimidas. Sempre me interessei muito pela sexualidade.

O que você acha interessante na pornografia?

Eu acho que pornografia é uma forma de arte, e é por isso que eu acho interessante. Na pornografia, existe certo nível de "kitsch", e eu sempre tive interesse em trabalhar esses processos artísticos.

O que você acha da indústria pornográfica atualmente?

Acho que agora é diferente. Eu não gosto muito de pornô gay porque os homens sempre parecem os mesmos, acho isso um tédio. Assisto a muitos pornôs heterossexuais porque há muitos fetiches. Também há nos pornôs homossexuais, mas é diferente. Eu acho o trabalho sexual fascinante.Tenho uma relação de amor e ódio com a indústria pornográfica, porque muitos dos pornôs a que eu assisto são heterossexuais, e as mulheres são exploradas muito mais que os homens. Isso me incomoda, porque sinto que estou de certa forma contribuindo com isso.

Quantos anos você tinha quando começou a fazer desenhos sexuais?

Talvez nove ou dez anos. E eu desenhava sereias, achava isso muito sexy. Quando entrei na puberdade, lembro-me que tentava reproduzir corretamente as anatomias masculina e feminina. Era excitante, porque eu explorava seios e nádegas e pernas. E quando amadureci em meu trabalho continuei explorando essas formas.

Muito dos trabalhos que eu fiz são sobre as minhas próprias experiências sexuais. Há fotos de mim fazendo sexo com meus parceiros, ou simplesmente memórias que eu usei. Mas eu não me uso de modelo com tanta frequência. Tem mais a ver com o que eu acho bonito. Se eu vejo algo que me agrada, tenho vontade de registrar isso em uma pintura, não importa se é um corpo ou uma paisagem. De certa forma, acho que estou fora de moda: quero sempre que as coisas estejam lindas.

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