A história foi publicada na página Habana Humana (Havana Humana), mantida por Gabriel Guerra Bianchini, que retrata anônimos cubanos. A página é inspirada no Humans of New York (Humanos de Nova York), projeto que retrata novaiorquinos nas ruas da cidade. Leia abaixo o depoimento de uma mulher trans

Mulher trans em Havana
Reprodução/Facebook
Mulher trans em Havana


Sou uma das primeiras transexuais de Cuba. Embora não pareça, tenho 49 anos. Na infância, meu pai me batia muito por isso. Não cheguei a conhecer minha mãe. Aos 12 anos, não suportei mais a violência e saí de casa.

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Tive a sorte de conhecer um homem maravilhoso que se solidarizou comigo. Não foi uma relação sexual, foi de pai e filho mesmo. Morei com ele durante muitos anos até que ele morreu e me deixou a casa onde moro até hoje.

Tive muitas experiências ruins, com o tratamento péssimo que a comunidade LGBT sofria naqueles tempos. Para mim, era normal ser presa. Se viam um homem de mãos dadas com outro homem, eram quatro anos de prisão. Se fosse flagrado usando maquiagem, sete meses. Uma vez me bateram na prisão e me jogaram de um lugar muito alto. Imaginem que acordei no necrotério! Iam me enterrar viva! Saí correndo. Foi a pior experiência da minha vida.

Agora por sorte as coisas mudaram. Mariela Castro (diretora do Centro Nacional Cubano de Educação Sexual e uma ativista pelos direitos da comunidade LGBT) fez um trabalho imenso por nós. Tenho uma foto com ela. Agora sou conhecida no mundo inteiro. Escreveram livros sobre mim e saí em entrevistas. Já estou me preparando para a marcha do orgulho LGBT, em maio.

Habana Humana

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