O deputado federal esteve em Campo Grande, capital do MS, para receber a Medalha Tiradentes da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul


O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) foi vaiado e recebido com cartazes com dizeres como "homotransfóbico" e "Somos todos Verônica" em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, na manhã desta quarta-feira (22). Ele esteve na cidade para receber a a Medalha Tiradentes da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS).

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A proposta da homenagem é do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Deusdete de Oliveira. Segundo a PMMS, a honraria foi criada em 1982 e é destinada a "autoridades civis e militares que prestaram relevantes serviços à Corporação".  A cerimônia teve início por volta das 9h no Palácio Tiradentes do Comando da PM, no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

"Jair Bolsonaro não tem mérito algum para receber tal Honraria. Suas declarações de autoritarismo e ódio não podem passar em branco, vamos todos fazer um lindo protesto e não deixar que isso vire um jogo político", dizia o convite criado no Facebook para a manifestação.

"Essas honrarias são dadas a quem faz algum tipo de serviço relevante. O que ele fez de bom? Para que uma pessoa tem um cargo representativo se não faz nada além de dizer besteiras e não fazer nada relevante para a população?", questiona João Pedro Xavier, ator, 25 anos, natural de Campo Grande. Ele não pôde estar presente no ato, mas faz sua crítica ao deputado.

"Ouvi somente declarações polêmicas contra as minorias e que fazem com que pessoas que compartilham de suas ideias se sintam respaldadas para discriminarem", opina o ator. Xavier critica as falas polêmicas de Bolsonaro contra a comunidade LGBT e contra os índios.

A proposta do grupo era se manifestar por todas as pessoas atingidas pelo discurso do deputado: "Faremos isso pelas mulheres ofendidas, negros ofendidos, trabalhadores ofendidos, LGBTs ofendidos, classe trabalhadora ofendida, torturados pelo regime militar e outros".

Além de Bolsonaro, foram homenageados o Procurador-Geral do Estado, Adalberto Neves Miranda; o arcebispo da Arquidiocese de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa; o Delegado-Geral da Polícia Civil de MS, Roberval Maurício Cardoso Rodrigues; o secretário de Justiça e Segurança Pública, Sílvio Maluf e outras autoridades.

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