Susie Green escreveu ao jornal inglês The Independent para contar sobre como lidou com a transexualidade de sua filha

Nascida com o sexo biológico masculino, a filha de Susie Green revelou à mãe que "Deus tinha cometido um erro" aos 4 anos. No início, Green achou que fosse apenas uma fase, mas não deixou de ouvir a filha, que é, atualmente, uma mulher transexual de 21 anos.

Susie Green conta que foi julgada por outros pais e chamada de "perigosa". Ela diz que, desde então, conheceu mais de 200 crianças transexuais e que tem visto a mesma situação se repetindo: os pais ignoram o que os filhos dizem.

Atualmente, Green faz parte de um grupo de caridade, o Chair of Mermaids, que presta auxílio a crianças e adolescentes com disforia de gênero (quando a pessoa não se identifica com o sexo biológico com o qual nasceu).

Leia um trecho do depoimento de Susan Green ao The Independent:

Aos quatro anos, minha filha me disse que Deus havia cometido um erro, e que ela deveria ter nascido uma menina. E eu ouvi.

Desde então, eu ouvi uma série de vezes que era uma mãe ruim. E não só isso: abusiva, escandalosa, perigosa e louca. De acordo com algumas pessoas, minha filha deveria ter sido levada pelo serviço social.

'Minha filha agora tem 21 anos. Ela é uma mulher feliz, extrovertida e confiante'
Reprodução/The Independent
'Minha filha agora tem 21 anos. Ela é uma mulher feliz, extrovertida e confiante'

Mas desde antes de começar a falar, minha filha deixou suas preferências muito claras. Eu achava que tinha um menino que gostava de coisas de menina. Quando ela tinha dois anos e meio, a escola me perguntou se eu concordaria que ela usasse uma fantasia da Branca de Neve. Eu disse que sim. Era só uma fase, afinal, não era?

Minha filha agora tem 21 anos. Ela é uma mulher feliz, extrovertida e confiante. No entanto, por muitos anos, eu tive medo que um dia me ligassem falando que ela cometeu o suicídio. Afinal, sua vida escolar incluiu sete overdoses, além de agressões físicas e verbais diárias.

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Ouvir seus filhos nunca deveria classificar você como abusiva ou mãe ruim. E a minha família é prova disso. Tenho minha filha, inteira e viva. Mas se eu tivesse me recusado a ouvi-la é muito provável que eu tivesse um filho morto.

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