Tim Cook escreveu uma coluna para o Washington Post sobre a resolução do governo de Indiana, nos Estados Unidos, que permite que estabelecimentos comerciais, em respeito a seus princípios pessoais, não atendam pessoas LGBTs

Tim Cook em evento em San Francisco
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Tim Cook em evento em San Francisco


"Há algo muito perigoso acontecendo nos Estados Unidos. Uma onda de leis, aplicadas em mais de doze Estados, permitiria que pessoas discriminassem seus vizinhos", disse Tim Cook em artigo ao Washington Post. Ele cita a " lei de liberdade religiosa " de Indiana, que pode permitir que estabelecimentos comerciais deixem de atender pessoas LGBTs com base nos princípios morais de cada um.

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"Outros Estados são mais transparentes em seu esforço para discriminar", diz. No Texas, um projeto de lei pode prejudicar salários e pensões de pessoas do mesmo sexo que conseguiram oficializar seu casamento.

Tim Cook
Reprodução/Twitter
Tim Cook

"Essas leis promovem injustiça com a pretensão de defender alguma coisa pela qual as pessoas prezam. Elas vão contra os próprios princípios sobre os quais nossa nação foi fundada e têm o potencial de desfazer décadas de progresso", opina.

Tim Cook defendeu o princípio da não discriminação, afirmando que a Apple preza por manter essa atitude com relação aos funcionários e aos clientes da empresa. Ele disse também que foi criado em meio religioso e, no entanto, nunca aprendeu a discriminar com base na religião.

"É por isso que estou aqui, em nome da Apple, para demonstrar minha oposição à nova onda de leis, de onde quer que elas venham. Escrevo com a esperança de que muitas outras pessoas se juntem a esse movimento", disse.

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