Fernando Haddad chamou de "iniciativa linda, que vai fazer o maior sucesso" a campanha "A Homofobia é...",em que ele foi uma das 50 personalidades fotografadas para a exposição que abre no saguão da prefeitura na segunda-feira (30).


Na manhã desta sexta-feira (27), foi inaugurado na região do Arouche, região central de São Paulo, o Centro de Cidadania LGBT Arouche, com a presença do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad; da primeira-dama, Ana Estela; da Ministra dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti; da deputada estadual (PC do B-SP) Leci Brandão; do secretário-adjunto da Secretaria Municipal dos Direitos Humanos e Cidadania Rogério Sottili; entre outros convidados.

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O centro vai funcionar como um aparelho para acabar com a violência e o preconceito contra os LGBTs, atendendo e encaminhando as demandas de quem aparecer com dúvidas, dificuldades ou queixas de todo tipo para garantir que seus direitos sejam respeitados em todos os aspectos. O atendimento psicológico e jurídico será oferecido de segunda a sexta, das 9h da manhã às 21h.

Todos os brasileiros e brasileiras têm o direito de acessar o poder público e o direito de ser feliz (Ideli Salvatti)

A ministra Ideli Salvatti, que veio de Brasília especialmente para a inauguração, disse: "Toda forma de violência tem sempre a mesma raiz: eu tenho direito e ele não tem. No caso da população LGBTT, que é um dos segmentos de alta vulnerabilidade da população, a relação de poder é assim: 'Eu, hetero, tenho direito de não respeitar quem tem outra orientação sexual'", explicou ela. "Todos os brasileiros e brasileiras têm o direito de acessar o poder público e o direito de ser feliz. O amor ainda é o melhor para todos".

A ministra disse ainda que neste momento, em que o diálogo da presidente Dilma Rousseff com o Congresso está mais complicado do que na legislatura anterior, está especialmente difícil o encaminhamento da questão da criminalização da homofobia. Mas que isso tem de mudar. "A posição da presidenta é muito clara: ela é a favor da criminalização da homofobia. O compromisso que ela assumiu na campanha está reiterado, agora depende do Congresso", conta.

"No dia da visibilidade trans, 29 de janeiro, assinamos portaria que permite que as violências contra LGBTs sejam registradas no SUS, identificando a natureza das ocorrências para estes segmentos. É um embrião para que crimes de natureza homofóbica sejam penalizados".

A ministra disse ainda que o procurador geral da República, dr. Janot, instituiu que seja aplicada a lei do racismo nos casos de crimes de homofobia. "A sociedade acompanha essa questão, até as novelas tratam desse tema atualmente. O Executivo é a favor da criminalização, a posição do Judiciário também está avançada nesta direção, e é inadmissível que o Congresso não se dedique a esse assunto".

Pessoas são pessoas

Em seu discurso, Rogério Sottili lembrou a importância de São Paulo ser uma cidade que avança na cidadania LGBT. "Não precisamos apenas olhar para as populações vulneráveis como uma questão de segurança pública, mas com respeito pela sua diversidade. Essa é a nossa lógica para criar uma cidade mais justa e mais humana. A gestão de Fernando Haddad tem compromisso com a cidadania".

O prefeito encerrou com sua fala a celebração, dizendo que considera a secretaria dos direitos humanos um exemplo a ser seguido país afora. "São 13 coordenações, cada uma cuidando de um grupo social com algum tipo de vulnerabilidade. Estamos aqui zelando pela segurança das pessoas, que é um direito constitucional".

Então ele emendou dizendo que é uma "coincidência feliz" o fato de estarem acontecendo ao mesmo tempo a inauguração do centro e a campanha anti-homofobia idealizada pelo iGay, que será lançada com a exposição de fotos na segunda (30). "O poder público não paira sobre a sociedade, ele está irmanado com a sociedade".


Centro de Cidadania LGBT
Rua do Arouche, 23 - 4º andar
Telefone: 3106 8780
Horário de atendimento: segunda a sexta-feira das 9h às 21h
cch@prefeitura.sp.gov.br

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