Documento enviado ao Supremo Tribunal Federal leva a assinatura de 379 empresas e pede a anulação do veto ao casamento gay nos Estados americanos que ainda o proíbem

No dia 16 de janeiro, a Suprema Corte americana divulgou uma informação que deixou os gays americanos em estado de grande expectativa: vai submeter o casamento igualitário a julgamento e decidir se os casais do mesmo sexo terão o direito constitucional de se casar em qualquer lugar dos Estados Unidos. "É uma grande alegria pensar que haverá sinos de casamento soando de costa a costa em todos os 50 Estados americanos", disse em entrevista à TV o diretor de comunicação da ONG Marriage Equality , Stuart Gaffney. "É possível que tenha chegado essa hora."

Neste momento, a igualdade de direitos divide os 50 Estados americanos da seguinte maneira: 37 permitem o casamento gay sem restrições, 6 estão no processo de aprovar, 7 proíbem. No final de abril, os juízes vão ouvir os argumentos orais que defendem a instituição do casamento igualitário nos EUA. A Suprema Corte deve tomar uma decisão até o final de junho. Se for favorável, o direito ao casamento para pessoas do mesmo sexo ela se torna uma lei federal, válida em todo o território americano. 

Mapa atual da situação do casamento nos EUA: os Estados roxos aceitam completamente, os lilases estão em processo de permitir, os laranjas proíbem
Reprodução/marriageequality.org
Mapa atual da situação do casamento nos EUA: os Estados roxos aceitam completamente, os lilases estão em processo de permitir, os laranjas proíbem

A proposta acaba de ganhar imenso apoio. Grandes empresas americanas - 379 até agora, entre elas gigantes como American Airlines, Apple, Nike, Colgate-Palmolive, eBay e Google - decidiram se engajar pela causa e fizeram a sua parte assinando uma requisição enviada nesta quarta (4) ao Supremo Tribunal Federal com o pedido de que este derrube o veto que ainda vigora em alguns Estados americanos.

A decisão das empresas de defender a causa gay, embora colabore com a igualdade de direitos tão pregada na Constituição americana, foi tomada em benefício próprio. As empresas alegam que os Estados que ainda proíbem as uniões gays "prejudicam os esforços dos empregadores de recrutar e manter a força de trabalho mais talentosa possível."

Na situação em vigor, as empresas enfrentam incertezas e complexidades administrativas dispendiosas, conforme o documento argumenta. "A carga imposta por leis estaduais inconsistentes e discriminatórias que obrigam a administrar esquemas complexos para explicar o tratamento diferenciado dos funcionários na mesma situação gera confusão desnecessária, tensão e diminuição da moral dos funcionários."

A lista completa das empresas que assinaram o documento enviado ao STF, redigido pela empresa de advocacia Morgan, Lewis & Bockius, é a seguinte: Aetna, Alcoa, Amazon.com, American Airlines, American Express, Apple, AT & T, Barclays, BlackRock, Bristol-Myers Squibb, Capital One, Cardinal Health, Chubb, Cigna, Cisco, Colgate-Palmolive, ConAgra, Corning, Credit Suisse Securities, CVS Saúde, Delta Air Lines, Deutsche Bank, Dow Chemical, eBay, Facebook, General Electric, General Mills, GlaxoSmithKline, Goldman Sachs, Google, Hartford Financial Services, Hilton, HSBC, Intuit, Johnson & Johnson , Kimberly-Clark, KPMG, Levi Strauss, Marriott, Marsh & McLennan, Massachusetts Mutual, McKinsey, Microsoft, MillerCoors, Morgan Stanley, Nationwide Mutual, o New England Patriots, New York Life, Nike, Northrop Grumman, Office Depot, Oracle, Orbitz, Pandora, Pepsi, Pfizer, Pricewaterhouse Coopers, Procter & Gamble, Prudential, Qualcomm, RBC Capital Markets, o San Francisco Giants, Staples, Symantec, o Tampa Bay Rays, Target, TD Bank, Twitter, UBS, United Air Lines, Verizon, Walt Disney, Wells Fargo, e Zynga.


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