Comparado a David Bowie, cantor Zeki Muren ganha retrospectiva quase 20 anos após sua morte e segue desafiando conservadorismo da sociedade do país

BBC

Zeki Muren é talvez o nome mais conhecido da música turca dentro e fora de seu país. Mas uma exibição em Istambul lança luz também sobre sua importância cultural como primeiro ícone gay da Turquia.

Ele chega a ser visto como herói, dado o conservadorismo da sociedade do país; foi comparado a David Bowie e Liberace por sua ousadia no palco.

Mas sua morte, em 1996, causou comoção nacional e dezenas de milhares de pessoas foram às ruas para seu funeral.

Intitulada "Zeki Muren, Aqui Estou", o mesmo nome do último grande hit do cantor, a exibição atraiu mais de 50 mil pessoas em menos de dois meses - um recorde para eventos deste tipo na mais famosa cidade turca.

Fotos e objetos ligados a memória de Muren, em especial as roupas que o próprio cantor desenhava, fazem parte da exibição.

Apesar do sucesso, Muren teve problemas com o conservadorismo na Turquia e por diversas vezes foi ameaçado pelos que não aprovavam sua identidade sexual ou seu vestuário mais espalhafatoso.

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