Paraíba, Inglaterra, Cuba, Piauí, Ceará: veja as histórias das pioneiras Luma, Shirley, Adela, Nikki e Katia

Primeira travesti doutora do Brasil (em Educação, pela Universidade Federal do Ceará), primeira professora universitária travesti do Brasil e quem sabe, em breve, a primeira reitora travesti de universidade no Brasil.

Luma Andrade: primeira reitora travesti?
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Luma Andrade: primeira reitora travesti?

Quem rompeu estas fronteiras foi Luma Nogueira de Andrade, cotada - e apoiada com campanha criada pelos alunos com o slogan "Luma Lá" - para ser a próxima reitora da Unilab, na cidade de Redenção, no Ceará. A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira já inovou ao ter a primeira reitora negra de uma universidade federal no Brasil, Nilma Lino Gomes.

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Embora notável, o caso de Luma não é o primeiro em que travestis são pioneiras e ultrapassam obstáculos para chegar onde ninguém havia chegado antes. É o caso de:

MÃE SHIRLEY

Mãe Shirley nasceu Geraldo Costa da Silva
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Mãe Shirley nasceu Geraldo Costa da Silva

Nascida Geraldo Costa da Silva na cidade de Pilar, na Paraíba, 'Mãe Shirley' é técnica em enfermagem por formação, participa do candomblé há 40 anos e foi a primeira travesti eleita vereadora na história da Paraíba, em 2012, com 273 votos.

Inovando outra vez, em janeiro deste ano Mãe Shirley foi eleita presidente da Câmara dos Vereadores da cidade. Em entrevista, explicou que houve acordo entre os partidos PT e PP, que integram a base aliada do governo municipal. “Em consenso entre os partidos meu nome foi colocado como favorito. Tive seis votos, contra uma abstenção, e dois contra”, resumiu.

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NIKKI SINCLAIRE

A britânica Nikki Sinclaire
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A britânica Nikki Sinclaire

Nascida em Londres e eleita membro do Parlamento europeu em 2009, pelo Partido Independente Britânico, Nikki Sinclaire perdeu sua cadeira nas eleições europeias de 2014. No Comitê do Emprego e Questões Sociais e no Comitê pelos Direitos das Mulheres e Igualdade de Gênero, suas bandeiras incluíram o meio ambiente e os direitos humanos.   

Em novembro de 2013, aos 45 anos, ela lançou uma autobiografia sobre sua trajetória política em que revelou que passou por cirurgia de troca de sexo aos 23 anos. "Never Give Up" (Nunca desista) é o título da biografia da primeira parlamentar que trocou de sexo no Reino Unido.

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KATIA TAPETY

Katia virou tema de documentário
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Katia virou tema de documentário

Nascida José Nogueira Tapety Sobrinho, Katia Tapety foi a primeira travesti eleita para um cargo político no Brasil. Nascida em Colônia, cidadezinha com oito mil habitantes no sertão do Piauí, foi proibida de sair de casa durante a infância e parte da adolescência, sendo a única de nove irmãos que não frequentou a escola. Por expor uma "vergonha" que a família preferia esconder, apanhava até quando ia à igreja com a mãe. É protagonista do documentário "Kátia", da diretora Karla Holanda.

Eleita vereadora em 1992, 1996 e 2000, sempre em primeiro lugar, foi também presidente da Câmara Municipal no biênio 2001-2002. Em 2004 foi eleita vice-prefeita na chapa de Lúcia de Moura Sá, com 62,13% dos votos dos 5.417 eleitores da cidade. Funcionária pública da área de saúde, é figura proeminente na cidade, onde atua como vereadora, parteira, líder comunitária, agente de saúde, assistente social, psicóloga, advogada e motorista.


ADELA HERNANDEZ

A cubana Adela Hernadez
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A cubana Adela Hernadez

Nascida homem em Cuba, Adela Hernandez vive como mulher desde a infância. Ao conquistar uma posição no conselho municipal da cidade de Caibarien, na província de Villa Clara, se tornou a primeira transgênera eleita para um cargo público em Cuba.

Nos anos 80, ficou presa por dois anos por apresentar uma ameaça à sociedade, depois que sua própria família denunciou sua sexualidade. Os gays eram perseguidos em Cuba e enviados para campos de trabalho braçal. "Com o passar do tempo e a evolução dos costumes, os homofóbicos - embora sempre vão existir - se tornam minoria", declarou. "Minha eleição é um grande êxito."

LAVERNE COX

Laverne Cox na capa da revista TIME
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Laverne Cox na capa da revista TIME

A atriz americana que interpreta a presidiária Sophia Burset na série "Orange is the New Black" foi a primeira transgênera indicada para um prêmio Emmy, em 2014, e também a primeira transgênera assumida a estampar a capa da revista "TIME", em 92 anos de circulação da revista. 


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