O pastor Raymond Chávez, fundador da igreja cristã New Hope, no Colorado, disse que só conduziria o funeral se não houvesse sinal do "estilo de vida alternativo" de Vanessa Collier

Vanessa Collier tinha 33 anos e morreu no dia 30 de dezembro em um acidente caseiro, ao limpar uma arma que disparou e a atingiu. Ela vivia em Denver, no estado americano do Colorado, era casada com Christina Higley e tinha duas filhas, de 12 e 8 anos.

Amigos e família estavam reunidos no sábado (10) para o funeral de Vanessa quando o pastor Raymond Chávez, fundador da igreja New Hope, que deveria conduzir o serviço, se recusou a prosseguir. Ele condenou as fotos de Vanessa em família e a intenção de exibir o video em que ela beijava a mulher e a pedia em casamento. Citando seu "estilo de vida alternativo", o pastor disse que cancelaria o funeral se fossem exibidos sinais de que Vanessa era lésbica. 

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Cerca de 170 pessoas estavam presentes. Amigos de Vanessa disseram que foram convidados a deixar a igreja e que o funeral foi rapidamente transferido para uma casa funerária nas proximidades de Lakewood, nos arredores de Denver.

Na terça-feira (13), uma manifestação em protesto à atitude do pastor reuniu um grupo do lado de fora da igreja cristã, com bandeiras do arco-íris e cartazes que pediam "Dignidade na morte" e acusavam "Abaixo o pastor Ray". "Você não vai encontrar Jesus em New Hope, mas vai encontrar hipocrisia", dizia outro cartaz.

"Eles pediram para a família editar o vídeo, queriam apagar partes da vida de Vanessa. Foi humilhante", disse um amigo. Um primo de Vanessa também falou com a imprensa: "Foi nojento. Difícil de acreditar."


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