Já está sendo chamado de "bolsa travesti" o auxílio de um salário mínimo mensal (R$ 788) para que 100 travestis e transexuais voltem a estudar e possam abandonar prostituição

A vida dura das travestis e transexuais do Brasil a gente conhece. Elas são alvo de violência e de discriminação, não encontram posição no mercado de trabalho e por isso acabam quase sempre entrando para a prostituição.

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Em iniciativa muito positiva, a prefeitura de São Paulo criou um auxílio de um salário mínimo mensal (R$ 788) para que 100 travestis e transexuais da capital voltem a estudar e se matriculem em cursos técnicos do Pronatec. A prefeitura irá investir nesse programa o equivalente a R$ 2 milhões.

Segundo afirma Rogério Sottili, secretário de Direitos Humanos do município e responsável pela coordenação do programa, este é apenas o começo. A ideia, que partiu do prefeito Fernando Haddad, vai ampliar as vagas já no segundo semestre.

Não existem estatísticas oficiais sobre o número de transexuais e travestis vivendo em São Paulo, mas a secretaria estima que sejam ao menos quatro mil. Quase duas mil pessoas estão na fila à espera de receber tratamentos hormonais na rede pública. Muitas delas aplicam silicone industrial e convivem o resto da vida com as consequências.

O programa exige que as inscritas frequentem as aulas e prestem o Enem, mas não obriga as travestis a deixar a prostituição. Porém, ao dar um auxílio mensal para elas voltarem a estudar, podem criar a oportunidade que todas esperavam para mudar de vida.


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