Casamento com Alyona só foi possível porque documentos de Irina ainda a têm como homem; elas dizem que ataques homofóbicos aumentaram com nova lei

BBC

Grupos de direitos gays na Rússia dizem que houve um aumento no número de agressões homofóbicas e ataques desde que uma nova lei transformou em crime a disseminação de "propaganda gay".

Os defensores da lei insistem que estão protegendo o que chamam de valores tradicionais russos. Mas ativistas dizem que muitos gays estão com medo até mesmo de andar de mãos dadas em público.

Na Rússia, o casamento entre pessoas do mesmo sexo não é permitido, mas o casamento de Irina Shumilova e Alyona Fursova no mês passado em São Petersburgo - ambas de véu e grinalda - virou um escândalo.

Um político chamou o casamento de "nojento" e pediu para que procuradores o anulassem. A união foi legalmente possível porque os documentos oficiais de Irina ainda a têm como um homem - ela nasceu como homem e se submeterá a uma operação para mudar de sexo.

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O casal pretende lutar para que o casamento seja mantido, mesmo quando Irina terminar o processo de troca de sexo.

Segundo elas, a violência contra gays piorou desde que a lei foi implementada e a população vê a comunidade LGBT como um "inimigo interno".

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