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Ano foi movimentado para os gays estrangeiros, enquanto no Brasil nenhum famoso assumiu ser homossexual

Em um ano em que os direitos dos LGBTs pautaram as eleições presidenciais do País , nenhum artista, político ou atleta brasileiro declarou ser homossexual. E não foi por falta de incentivo: na Copa do Mundo, a ONU pediu para que jogadores de futebol se assumissem , como uma forma de apelo para a diminuição da homofobia e pela promoção da aceitação da diversidade sexual no esporte.

Enquanto muitos famosos brasileiros continuam escondendo a sua sexualidade e deixando de usar a sua notoriedade para lutar a favor da causa gay, o movimento no resto do mundo parece ser outro.

Em outubro, no que foi considerada pela imprensa especializada como a saída do armário mais importante para o movimento LGBT, Tim Cook , CEO da Apple, assumiu ser homossexual  em artigo para a revista Businessweek. "É uma das melhores coisas que Deus me deu", escreveu ele, que foi eleito na última semana como a personalidade do ano pelo jornal britânico Financial Times.

No último mês de fevereiro, Ellen Page se assume gay: “Estou cansada de me esconder”
Getty Images
No último mês de fevereiro, Ellen Page se assume gay: “Estou cansada de me esconder”

"Eu cheguei à conclusão de que o meu desejo de manter a minha privacidade estava me impedindo de fazer algo mais importante", escreveu Tim Cook. O executivo afirmou que vai pessoalmente defender os direitos igualitários para todas as pessoas.

Outra personalidade que saiu do armário prometendo lutar pela causa LGBT é a atriz norte-americana Ellen Page . Ela se assumiu lésbica durante o evento “Time to Thrive”, realizado pela Organização dos Direitos Humanos norte-americana em Las Vegas no mês de fevereiro.

“Talvez eu possa fazer a diferença, ajudando as pessoas a terem uma vida mais fácil e esperançosa. Tenho a obrigação pessoal e responsabilidade social”, discursou completando: “E, de forma egoísta, assumo porque estou cansada de esconder, de mentir por omissão”

No esporte, ambiente bem mais machista e conservador, alguns poucos corajosos conseguiram vencer o preconceito e se assumiram homossexuais. O destaque ficou para o jogador de futebol americano Michael Sam - que teria sido o primeiro atleta gay da Liga de Futebol Nacional dos EUA se não tivesse sido cortado antes do campeonato começar -, e o nadador e medalhista olímpico australiano Ian Thorpe , que lutou por anos contra a depressão por viver se escondendo.

“Fazia tempo que queria falar a verdade, mas não conseguia. Eu não achava que podia fazer isso. Senti que a mentira tornou-se tão grande que eu não queria que as pessoas questionassem a minha integridade", contou ele.

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