Em uma prova de que respeito à diversidade não é algo difícil de aprender, garota entregou a carta após seu professor declarar ser homossexual durante semana anti-bullying

Uma garotinha de apenas 9 anos mostrou que tolerância e respeito à diversidade pode ser aprendido em qualquer idade. Depois que seu professor do primário declarou ser homossexual durante a semana anti-bullying da escola, A. resolveu demonstrar o seu apoio escrevendo uma carta.

'Você não tem que sentir medo, porque eu sei que todo mundo da sala se sente do mesmo jeito que eu. (...) Estamos orgulhosos de você'
Reprodução/PinkNews
'Você não tem que sentir medo, porque eu sei que todo mundo da sala se sente do mesmo jeito que eu. (...) Estamos orgulhosos de você'

TRADUÇÃO: "Mesmo você sendo gay, eu sempre vou tratar você da mesma maneira que trato agora. Eu continuo enxergando você da mesma maneira que antes. Você é um ótimo professor e estas são algumas das palavras que descreveriam você: ótimo, surpreendente, fantástico, brilhante, legal e corajoso.

"O motivo pelo qual eu digo que você é corajoso é porque você compartilhou um segredo pessoal, o que é muito corajoso.

"Você não tem que sentir medo, porque eu sei que todo mundo da sala se sente do mesmo jeito que eu.

"De A.

"Ps: Estamos orgulhosos de você."

O professor decidiu se assumir depois que ele perguntou aos alunos quem já teria ouvido a palavra "gay" sendo usada como um insulto e quase todos os alunos responderam que sim. Depois, ele perguntou quem achava realmente que ser gay ou lésbica era uma coisa ruim e, novamente, todos levantaram as mãos.

Ele, então, conversou com o diretor da escola e chegaram à conclusão de que se ele contasse sobre sua sexualidade aos alunos, eles conheceriam pelo menos uma pessoa gay e que poderia explicar que não há nada de errado nisso.

Em entrevista ao PinkNews, maior site de notícias LGBTs da Europa, o professor conta que, sendo professor do ensino primário, ele sempre teve medo de falar sobre sua sexualidade, ainda que os outros docentes mencionassem os seus maridos, esposas e namorados aos alunos o tempo inteiro.

"A reação foi fantástica - houve muitos olhares chocados, exclamações e algumas perguntas básicas como 'Você tem um namorado?' - mas depois de algums minutos eles superaram e nós continuamos com a aula", conta ele. A aluna entregou a carta ao professor alguns dias depois.

"Ler a carta me fez chorar e demorou um tempo para eu me recompor. Quando eu agradeci ela deu de ombros e repetiu o que um dos alunos já tinha dito durante a classe 'É só a sua vida'. Depois, ela voltou a fazer sua lição de matemática", lembra ele.

O professor, agora, vai poder falar sobre seu noivo naturalmente aos alunos, assim como seus colegas heterossexuais fazem.

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