O site de viagem Lonely Planet fez uma lista de Top 10 lugares mais interessantes para os gays. Já que nenhum deles é no Brasil, vamos ter de viajar para confirmar. Passaporte em dia?

Que tal já começar a planejar as férias de 2015? Para ajudar, o site de turismo Lonely Planet elegeu os dez melhores destinos para os turistas LGBTs, baseado em avaliações dos próprios visitantes.

Infelizmente, nenhuma cidade do Brasil alcançou o TOP 10. No entanto, se você está pensando em fazer uma viagem internacional, vale a pena conferir a lista e também as dicas do iGay para cada um dos destinos:

Palm Springs - Situada no meio do deserto da Califórnia, essa cidade é conhecida como o Osasis Gay dos Estados unidos. Por ser uma região com pouca umidade, a temperatura é amena mesmo no inverno do hemisfério norte, que vai de dezembro a março. Mas se você está à procura de corpos sarados andando sem camisa pelas ruas, o mais indicado é ir no mês de junho, início do verão norte-americano.

A cidade oferece diversas opções de bares, clubes e saunas voltadas para o público LGBT. Fique de olho na agenda de festas temáticas que acontecem na cidade, como a Palm Springs' White Party. Estas festas se estendem para além dos clubes e as ruas ficam lotadas de gente linda e pronta para paquerar. Uma boa pedida de noitada é o Hunters Nightclub - o mais famoso da cidade.

Preço: R$ 3.368,00 as passagens de ida e volta pela Delta Airlines, entre os dias 05/06 e 15/06.

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Montevidéu  - Quem diria que a capital uruguaia seria o único destino da America Latina a entrar no TOP 10 de lugares mais gay friendly da Lonely Planet? Os turistas LGBTs têm sido o foco do ministério de Turismo do país desde 2011, quando eles chegaram a entrar em contato com uma empresa argentina especializada em marketing e turismo para esse público pedindo ajuda para atrair mais 'pink money' - nome dado para os dólares gastos por turistas gays.

Além de opções de hospedagens exclusivamente LGBTs, Montevidéu tem diversas opções de bares, baladas e saunas gays. A melhor época para se visitar é entre o final da primavera e o verão, assim você pode também dar um pulinho na cidade de Punta Del'Este e curtir a praia. O clube mais conhecido da capital é o Cain Dance.

Preço: R$ 974,00 as passagens pela Gol Linhas Aéreas, entre os dias 06/02 e 16/02.

Sitges - Quando pensamos em destinos gay friendly na Espanha, logo vêm à cabeça Barcelona e Ibiza. No entanto, o município de Sitges, bastante próximo da capital Barcelona, é que foi eleito como melhor lugar para turistas LGBTs na Espanha. A cidade tem diversas praias gays, ideais para quem quer relaxar na areia enquanto olha os espanhóis se banharem. Por isso, a melhor época para visitar Sitges é entre o mês de julho e de agosto, os mais quentes do ano na Espanha.

A cidade litorânea conta com três praias gays: Playa De la Bassa Rodona, Playa De Las Balmins e Playa del Muerto - nas duas últimas, não se surpreenda se vir alguém completamente nu, pois são praias naturistas. Além disso, Sitges também tem opções de lazer para quem quer aproveitar a noite, como o pub Parrots.

Preço: R$ 2.610,00 as passagens de ida e volta pela Royal Air Maroc, entre os dias 10/07 e 20/07.

Reykjavik -  O nome é difícil, mas vale a pena decorar. A capital da Islândia é conhecida como um dos destinos turísticos mais exóticos do mundo, com geleiras, vulcões, géiseres, lagos com águas térmicas e, se você tiver sorte, ainda consegue ver a aurora bureal.

Fora todas essas atrações, que já vão ocupar bastante espaço na agenda, a cidade oferece diversas opções de bares e baladas voltadas para o público LGBT, como o Kiki Queer Bar. E se você está preocupado em como vai conseguir paquerar em islandês, fique tranquilo: quase 100% da população da ilha fala inglês fluentemente, matéria obrigatória do início ao fim dos estudos escolares.

Preço: R$ 4.086 as passagens de ida e volta pelas companhias aéreas KLM e Icelandair, entre os dias 07/08 e 17/08.

Toronto -  A maior cidade do Canadá é também a que mais atrai os turistas LGBTs para o país. Os canadenses são conhecidos como bastante amigáveis com imigrantes e turistas, e não poderia ser diferente com os gays. A Parada do Orgulho LGBT de Toronto, inclusive, é uma das maiores do mundo em número de participantes, com dois milhões de pessoas. Por isso mesmo, a melhor época do ano para visitar a cidade é junho, mês em que as celebrações da Parada acontecem na cidade.

Toronto é tão gay friendly que tem até uma vila gay, com o nome de Gay Village. É lá que fica a maior parte dos bares, restaurantes e baladas gays da cidade. O bar favorito dos turistas e da comunidade local é o Woody's.

Preço: R$ 2.489,00 as passagens de ida e volta pela Copa Airlines entre os dias 24/07 e 03/08.

Berlim - A capital da Alemanha tem gente linda, os homens são bem mais femininos do que os nossos, e as mulheres têm postura mais masculinizada, e quase sempre cabelos curtos. Mas cuidado: isso não quer dizer que sejam gays. Mas claro que não faltam gays nesta que é considerada a capital gay da Europa, e quem sabe mesmo do mundo. Berlim é um caldeirão moderno com os museus mais espetaculares que você pode imaginar, a bicicleta como principal meio de transporte, lojas incríveis para fazer comprinhas e uma vida noturna agitada. A única coisa que pega em Berlim é a comida - todos os pratos locais parecem ser à base de salsichão e batatas. Algumas dicas de bares são Möbel Olfe, que tem bebidas baratas (o preço das bebidas é bem puxado na Europa) e está quase sempre lotado de quem gosta de barulho e cerveja (Reichenberger Str.177); Neues Ufer, tradicional desde os anos 70, quando sua lista de clientes incluía David Bowie (Hauptstraße 157); Betty F*** - aqui você vai ver porque Berlim é considerada tão incrível, e a vantagem é que o público é amigo - nada de carão (Mulackstrasse 13).

Preço: Partindo de São Paulo no dia 1 de junho, quando o verão está se aproximando na Europa, e com volta no dia 11 de junho, a passagem da Iberia custa R$ 2.702,00, com escala em Madri. 

Copenhagem - A Dinamarca tem uma vantagem que ninguém nunca vai tirar: foi o primeiro país do mundo a aprovar o casamento gay. Isso diz muito sobre a mentalidade cada um na sua do primeiro país que deu reconhecimento legal a casais de gays e lésbicas. Outra que não dá para deixar de citar também é que alguns dos melhores restaurantes do mundo ficam  na capital da Dinamarca, como o Noma (reconhecido como o melhor do mundo atualmente), Gerânio e AOC. Andar de bicicleta é um modo de vida em Copenhagem, então esqueça o carro: você vai fazer tudo a pé, de trem ou em duas rodas. Opções de bares gays são Club Christopher, que atrai público jovem que dança até de manhã (Knabrostræde 3 1210 København K); Jailhouse CPH, onde os garçons se vestem como polícia (Studiestræde 12 1455 København); Never Mind Cafe & Night Club, que foi reformado recentemente e promove uma festa quente e lotada (Mikkel ryggers Gade 11 1460 København K)

Preço: Saindo de São Paulo, com vôo de ida no dia 1 de junho e volta no dia 11 de junho, operado pela Iberia + British Airways, com uma conexão, em Madri. R$ 2.861,00

Mikonos - A ilha grega é um destino dos sonhos para qualquer gay do mundo. Praias azuis, casinhas brancas, gays para todos os lados. É sol de dia e noitada à noite neste que é o lugar mais gay da Grécia. As praias de Paradise e Super Paradise já foram umas das preferidas dos gays, mas perderam espaço para Elia, mais distante e que reúne uma mistura de gays e heteros e de nudistas e não nudistas. O ponto de encontro dos gays é o canto esquerdo da praia. Do outro lado da praia há um restaurante e bar.

Outra dica é o bar no terraço do Elysium, um hotel gay da ilha, onde as pessoas se reúnem no fim da tarde para ver o pôr do sol sobre a água. Fica lotado por volta das 7 da noite, quando os visitantes se encontram com os hóspedes do hotel.

Preço: São Paulo - Mikonos, com duas escalas, em Munique (Alemanha) e Atenas (Grécia). Saída dia 1 de junho e volta dia 11 de junho, pela Lufthansa + Aegean Airlines. Preço: R$ 3.442,00

Nova Zelândia - Se a gente diz que o Brasil é um país novo porque tem 500 anos (mais exatamente 514), a Nova Zelândia é um bebê, com 244 anos. Formado por duas ilhas, a Ilha do Norte e a Ilha do Sul, o país merece ser visto de norte a sul. Auckland é a maior cidade, mas vale ir de cima a baixo para ver os campos, as praias, os esportes radicais (a Nova Zelândia é a casa do bungee jump). Alguns dos bares gays são Legend, com go-go boys, karaokê e drag queens (373 Karangahape Rd, Auckland); Eagle Bar, que tem público misto de gays e lésbicas e é uma boa opção para o after-hours (259 Karangahape Road, Auckland); Caluzzi Bar and Cabaret, um cabaré de drag queens para se divertir muito (461 Karangahape Road, Auckland).

Como a Nova Zelândia é bem longe (se você for por um lado e voltar pelo outro do globo, terá dado a volta ao mundo), é preciso ir com mais tempo. A passagem é muito cara e o fuso é muito louco para ficar menos de 15 dias.

Preço: Melhor negócio é voar primeiro de São Paulo para Buenos Aires (R$ 912 de Lan Airlines, 2h40) e de lá pegar um vôo para Auckland, capital da Nova Zelândia. Com uma conexão em Dubai, nos Emirados Árabes, o tempo de duração da viagem é de 21 horas. Ida dia 1 de janeiro e volta dia 21 de janeiro. R$ 5.079.

Nova York - A cidade é tão agitada, tão variada e tão dinâmica que não adianta planejar os passeios com muita antecedência. Melhor é chegar lá e comprar a Time Out do mês, sempre vai ter coisa nova acontecendo. Os melhores bairros para passear são os de baixo, como West Village, Soho e Hell´s Kitchen, que acabou de ser eleito um dos melhores bairros gays dos Estados Unidos, por conta de seus bares, restaurantes e garotos. Algumas dicas são o Boots & Saddle, bar de drag queens que existe há 40 anos e passou por um dilema recente ao ter de se mudar do endereço anterior. Ficou um tempo sem teto, mas agora se restabeleceu em novo endereço no mesmo bairro, West Village.

Preço: Voando direto de São Paulo no dia 1 de junho, com volta para 11 de junho. Delta, 10 horas de vôo, R$ 2.550,00.


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