Fotógrafa estreou exposição "Todos Podem ser Frida", com homens e mulheres caracterizados como a artista mexicana. Neste fim de semana, a Frida Kahlo pode ser você

Desde quarta-feira (12), o Museu da Diversidade, na estação República do metrô, assumiu as cores de Frida Kahlo (1907-1954) que Adriana Calcanhoto já cantou. Em 38 retratos produzidos pela fotógrafa Camila Fontenele, de 24 anos, homens e mulheres assumem as flores no cabelo, as sobrancelhas fartas e o buço de Frida diante da câmera.

A exposição fica em cartaz até 28 de fevereiro, e está aberta para visitas de terça a domingo das 10h às 20h. Porém, se você quiser mais do que ver a exposição também participar dela, a fotógrafa vai estar presente neste sábado (15) e domingo (16), das 14hs. às 19hs., retratando quem tiver vontade de se transformar em Frida por um dia. A partir deste fim de semana, ela volta para o museu todo sábado e domingo no mesmo horário até dia 15 de dezembro para fotografar os visitantes.

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"Mais do que gostar da artista, eu me identifico com a história, com o sofrimento dela inclusive. Eu me encontrei e me inspirei na dor dela", diz Camila, que conheceu a obra de Frida na faculdade de Publicidade e Propaganda e decidiu se aprofundar no assunto. "Me atraí pelas cores dela e depois vi que sua história também era muito interessante", conta. "Pesquisei a vida dela, fui me baseando em livros e em filmes", conta.

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A dor de Frida à qual ela se refere foi tanto o sofrimento físico da artista, que depois de uma poliomielite na infância e um acidente sofrido aos 18 anos de idade enfrentou 56 operações na coluna e ficou manca, como as angústias causadas pela personalidade extrema e os amores intensos que viveu. Homens e mulheres cabem no papel de Frida porque a própria artista tinha uma combinação de características masculinas e femininas. Sua personalidade ia da doçura à agressividade, ela se vestia de homem na adolescência, se relacionava com homens e mulheres e viveu para se tornar uma das maiores pintoras surrealistas da história da arte.

"Comecei meu projeto dois anos atrás, quando pretendia ter um portfólio mais artístico em fotografia. Até então eu trabalhava com publicidade e tinha a fotografia como hobby. A ideia inicial era ter uma galeria online, mas o projeto tomou uma outra forma de maneira muito natural", conta. 

AS CORES DE FRIDA NO SEU ROSTO

Nos fins de semana no Centro de Diversidade, um maquiador vai fazer o milagre de deixar você a cara da artista mexicana, e peças de roupa semelhantes às que Frida usava também estarão à disposição. Mas quem quiser se vestir de Frida e ir até lá fazer a foto também pode. 

O trabalho e a vida de Frida Kahlo foram retratados diversas vezes no cinema, em documentários e no teatro. Há atualmente uma peça em cartaz em São Paulo sobre o romance dela e do pintor Diego Rivera, em que os atores Leona Cavalli e José Rubens Chachá encenam "Frida Y Diego" no Teatro Raul Cortez às sextas, sábados e domingos. Os atores compareceram, caracterizados como seus personagens, à abertura da exposição no centro de São Paulo e anunciaram a promoção: quem for vestido de Frida à sessão de sexta-feira (14) às 21h30, paga apenas meia entrada. 

O filme mais famoso já produzido sobre a pintora é "Frida" (2002), com a atriz Selma Hayek no papel principal. Veja outras produções que também retratam Frida .

Museu da Diversidade - Centro de Cultura, Memória e Estudos da Diversidade Sexual

Rua do Arouche, 24
República
São Paulo

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