Casal estava assistindo TV de mãos dadas quando quatro PMs, sem mandado de busca, entraram e começaram a hostilizá-lo

O que era para ser uma noite de tranquilidade em frente a TV virou um pesadelo para o casal Mauricio Moraes , de 32 anos, e Jhean , de 22 anos. De acordo com Maurício, os dois estavam sentados na sala de casa na noite do último dia 3, em Birigui, interior paulista, quando quatro policiais militares, sem mandado de busca, invadiram o local para realizar uma revista. O casal, que estava de mãos dadas quando tudo aconteceu, começou a ser hostilizado pelos policiais, que não deram explicações do motivo da invasão.

Mauricio Moraes, de 32 anos
Arquivo pessoal
Mauricio Moraes, de 32 anos

"Estávamos sentados e eles entraram mandando calar a boca. 'Cala a boca, veado'. Eu fiquei indignado, eu tenho um nome de batismo e em todo o momento fui chamado de veado", disse Maurício ao iGay .

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Segundo ele, um dos policiais teve um console de videogame furtado de dentro de sua casa e suspeitava que o irmão de Jhean havia cometido o crime. No entanto, nenhum familiar de Jhean mora na cidade e, de qualquer maneira, os policiais não apresentaram nenhum mandado de busca antes de entrarem na casa. Quando Jhean foi pedir explicação do que estava acontecendo, um dos policiais chegou a dar um tapa na cara dele e também empurrou Maurício, que caiu no sofá.

"Se não tivesse sofá eu teria caído e batido a cabeça. Eu quero justiça. Eu não estou conseguindo exercer minha profissão, estou perdendo o meu emprego. Estou perdendo a minha vida", falou Maurício.

O técnico de enfermagem diz ter ficado traumatizado e não consegue mais dormir depois do episódio. "Eu durmo, ouço passos e já acho que são eles. Eles prometeram que iam voltar", conta ele, que já procurou ajuda psiquiátrica.

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O casal registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Birigui. De acordo com Jhean, que trabalha em um supermercado na cidade, os dois já estão conversando com um advogado e pretendem entrar com um processo contra o Estado.

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