Das quatro pessoas agredidas com garrafadas, socos e chutes, uma está internada para avaliar a extensão dos ferimentos. Para protestar contra a violência, "beijaço" foi marcado para o final da tarde de hoje, em frente ao estabelecimento

Agência Brasil

Polícia investiga se crime no Distrito Federal teve ou não cunho homofóbico
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Polícia investiga se crime no Distrito Federal teve ou não cunho homofóbico

A Polícia Civil de Brasília investiga a hipótese de crime de cunho homofóbico, no caso de quatro jovens espancados na noite de ontem em um bar da Asa Sul, bairro no centro da capital federal. Quatro funcionários, que trabalhavam no estabelecimento na noite do crime, vão ser chamados pelo delegado da 1ª Delegacia de Polícia (DP) para prestar depoimentos na tarde de hoje. As imagens das câmeras de segurança do bar ainda não foram entregues à polícia.

Em boletim de ocorrência registrado na 1ª DP, as vítimas (três homens e uma mulher) afirmaram que os seis agressores vinham fazendo provocações contra a orientação sexual dos jovens, antes mesmo da confusão ter início.

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As vítimas foram atingidas por garrafadas, socos e chutes. As investigações sobre o caso, que ocorreu por volta das 23h, continuam. Segundo a assessoria da polícia, a identidade dos agressores é desconhecida.

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Uma das vítimas, um estudante de psicologia de 23 anos, continua internado no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), devido à violência das agressões. Na tarde de ontem, ele fez radiografias para avaliar a extensão dos ferimentos que teve no maxilar e está com uma barra de imobilização no queixo. A situação do rapaz é estável.

Amanhã, manifestantes contra a violência de gênero marcaram, via redes sociais, um protesto em frente ao bar onde ocorreu o caso. Mais de 500 pessoas confirmaram presença no evento Beijaço contra a HomoLesboTransFobia , marcado para as 18h.

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