Três filmes foram agraciados com o prêmio e road movie grego sobre jornada de descoberta de jovem homossexual foi o principal destaque do evento

Foi uma noite especial no Festival de Cinema do Rio de Janeiro. Depois de abolir a mostra “Mundo Gay” e instituir o Prêmio Felix para distinguir o melhor filme com temática homossexual do evento, era chegada a hora da entrega do primeiro prêmio Felix da história do festival. A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira (6) no Rio de Janeiro.

Cena do longa-metragem grego
Divulgação
Cena do longa-metragem grego "Xenia", que recebeu o Prêmio Felix no Festival do Rio


O presidente do júri do Premio Felix, o alemão Wieland Speck , entregou o primeiro troféu da noite (Prêmio Especial do Júri) para o longa australiano “Toda terça-feira”, sobre uma adolescente que vivencia a transformação da mãe, transexual , para o sexo masculino.

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O deputado federal Jean Wyllis entregou o troféu para o melhor documentário e o escolhido foi “De gravata e unha vermelha”, de Miriam Chanaiderman . O filme traz depoimentos de figuras notórias da cena gay como Rogéria, Ney Matogrosso e Laerte.

O último prêmio, para o melhor filme de ficção, foi entregue pelo ator Mateus Solano à produtora do filme grego “Xenia”, de Panos H. Koutras. Marie-Pierre Macia recebeu o troféu e leu um bilhete do diretor que disse estar orgulhoso de receber o primeiro Prêmio Felix da história e desejou vida próspera ao Prêmio.

“Xenia”, que já havia sido exibido na mostra Um certo olhar do festival de Cannes 2014, é um road movie em que dois adolescentes, um deles gay, cruzam a Grécia em uma viagem de descobertas.

Dos 44 filmes com temática homossexual exibidos no Festival do Rio, apenas 20 era elegíveis para o Prêmio Felix . Esses filmes foram analisados pelo um júri composto por Wieland Speck , que é o diretor da seção Panorama do Festival de Berlim e co-criador do Teddy Award, João Emanuel Carneiro (roteirista de "Central do Brasil" e autor da novela "Avenida Brasil"), Albertina Carri (cineasta e diretora artística do Festival Internacional de Cinema LGBTIQ de Buenos Aires) e Malu de Martino (diretora do filme "Como esquecer").

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