Cerca de 500 pessoas prestaram homenagem a João Antônio Donati e pediram pela criminalização da homofobia

Larte durante ato público em memória do jovem João Antônio Donati, pela criminalização da Homofobia, no Largo do Arouche, em São Paulo (SP), na noite deste sábado (13)
Futura Press
Larte durante ato público em memória do jovem João Antônio Donati, pela criminalização da Homofobia, no Largo do Arouche, em São Paulo (SP), na noite deste sábado (13)

O ato público em memória de João Antônio Donati , assassinado na última quarta-feira (10), reuniu cerca de 500 pessoas no Largo do Arouche, em São Paulo, na noite deste sábado (13). Entre homenagens ao jovem homossexual e pedidos de criminalização da homofobia, o candidato à presidência Eduardo Jorge (PV) discursou a favor das causas LGBTs.

O candidato à Presidência, Eduardo Jorge, durante ato público em memória do jovem João Antônio Donati, pela criminalização da Homofobia, no Largo do Arouche, em São Paulo
Futura Press
O candidato à Presidência, Eduardo Jorge, durante ato público em memória do jovem João Antônio Donati, pela criminalização da Homofobia, no Largo do Arouche, em São Paulo

Além do presidenciável, a cartunista Laerte e o ator Jairo Camilo também compareceram ao ato. Segundo o advogado Dimitri Sales, especialista em causas LGBTs e que também estava no protesto, além da criminalização da homofobia, o ato também pediu visibilidade aos atos de violência contra os transexuais e travestis.

Entenda o caso

O corpo de João Antônio Donati, de 18 anos, foi encontrado em um terreno baldio em Inhumas, região metropolitana de Goiânia, na última quarta-feira (11). Ele tinha sinais de violência e um saco plástico dentro da boca.

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O suspeito pelo crime foi preso na tarde de sexta-feira (12) depois que seu documento de identidade foi encontrado próximo ao local onde o corpo amanheceu. De acordo com o delegado que estava conduzindo o caso, Humberto Teófilo, o jovem trabalhava numa fazenda da região, em uma plantação de tomates. Em depoimento, ele disse que manteve uma relação sexual com João no mesmo terreno onde ocorreu o crime.

"Após a relação, ele se desentenderam e partiram para luta corporal. Ele matou o João asfixiado, pegou o papel que estava em um lixo e colocou na boca dele, segundo ele, porque estava 'muito nervoso'", contou o delegado ao G1. O suspeito afirmou que não conhecia a vítima e que não é homossexual, mas que já se relacionou com outros homens.


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