Jovem gay de 18 anos é assassinado com requintes de violência em Inhumas, Goiás

Por Ana Ribeiro | - Atualizada às

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João Antônio Donati saiu de casa na terça-feira (9) e não voltou. Seu corpo foi abandonado num terreno baldio

O corpo de João foi encontrado num terreno baldio, com sinais de violência. De acordo com a delegacia de Inhumas, ele tinha um saco plástico na boca. Foto: ReproduçãoO site 'Gay Star News' destacou a estimativa do Grupo Gay Bahia de que um homossexual é morto a cada 36 horas no País. Foto: ReproduçãoO site 'Pink News', do Reino Unido, destacou o fato de que crimes homofóbicos e transfóbicos são comuns no Brasil. Foto: ReproduçãoA revista Antivurs, maior veículo LGBT da Grécia, também destacou a morte brutal de João Donati. Foto: ReproduçãoO site 'Digital Journal' também noticiou o assassinato de João Antônio Donati. Foto: ReproduçãoPopulação prepara protestos em diversos locais do País contra a homofobia e em homenagem a João Donatti. Foto: Reprodução/FacebookAmigos e internautas prestam homenagem a João Antônio Donati. Foto: Reprodução/FacebookAmigos e internautas prestam homenagem a João Antônio Donati. Foto: Reprodução/FacebookAmigos e internautas prestam homenagem a João Antônio Donati. Foto: Reprodução/FacebookJoão e uma amiga em foto de seu Facebook. Foto: ReproduçãoJoão Antonio Donati. Foto: ReproduçãoJoão Antonio Donati em foto do Facebook. Foto: ReproduçãoJoão tinha 18 anos e vivia em Inhumas, na região metropolitana de Goiânia. Foto: ReproduçãoO corpo de João Antonio amanheceu em um terreno baldio. Foto: ReproduçãoNo Facebook, as mensagens dos amigos desejam paz e força para a família. Foto: Reprodução

O corpo de João Antônio Donati, jovem gay de 18 anos, foi encontrado em um terreno baldio na cidade de Inhumas, região metropolitana de Goiânia, na manhã de quarta-feira (10).

Veja: Imprensa internacional destaca assassinato de jovem gay no Brasil

Além de sinais da violência que ele sofreu antes de morrer, como marcas de espancamento em seu rosto, em sua boca havia papéis e um saco plástico. De acordo com Patrícia (ela não divulgou seu sobrenome), assessora do delegado que está investigando o caso, Humberto Teófilo, o jovem morreu asfixiado. Ela negou as informações divulgadas inicialmente de que João estivesse com as pernas quebradas. A confirmação da informação de que o pescoço do jovem estava quebrado depende de laudo do IML que ainda não foi divulgado. 

LEIA: População presta homenagem a gay encontrado morto e prepara protestos

Segundo a assessora, não há certeza de que se trata de um crime de homofobia e que as investigações vão apurar as motivações do homicídio. Porém já está descartada a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), pois o jovem foi encontrado com todos os seus pertences e documentos. “Vamos averiguar o caso para sabermos se o crime tem ligação com sentimentos negativos em relação a pessoas homossexuais”, disse Teófilo. O corpo foi encontrado pela PM depois de uma denúncia anônima.

O delegado não soube afirmar se são verdadeiras as informações de que teria sido encontrado um bilhete homofóbico junto com o corpo. Relatos iniciais indicavam que teria sido retirado da boca de João um bilhete que dizia: "Vamos acabar com essa raça maldita". "Ainda estamos no começo da investigação. Estou esperando passar este momento, o velório, para falar com os familiares e amigos. Eles estão muito abalados e pediram para não dizer nada agora. Neste momento, surgem muitas especulações. Estamos esperando o laudo ficar pronto para podermos ter acesso a todas as informações", disse Teófilo. João foi velado na funerária Pax do Brasil e enterrado ao meio-dia desta quinta-feira (11), no Cemitério Santana.

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Na tarde da quarta-feira, no perfil de João no Facebook, conversas divertidas com os amigos que ainda apareciam em sua timeline mudavam de repente de tom para recados incrédulos e de força para a família. A partir de quinta (11), todas as mensagens são de tristeza e indignação. Diversos protestos de repúdio contra o crime estão sendo marcados para o fim de semana. 

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República divulgou nota na tarde de quinta lamentando o crime contra o jovem, a que se refere como "bárbara agressão contra a livre orientação sexual e desrespeito aos direitos humanos". O órgão “manifesta suas mais profundas condolências à família e aos amigos, apelando às autoridades do estado para que dêem ao caso a devida atenção”. 

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