Intérprete da Beatriz Colgari de "Império", atriz está mostrando para o Brasil a face muitas vezes oculta da mulher casada (e feliz) com um homem que tem casos gays fora do casamento

Suzy Rêgo está mostrando para o Brasil a face de uma mulher que todo mundo conhece: aquela cujo marido dá suas escapadas e tem casos gays fora do casamento. Na maioria absoluta dos casos, a mulher não sabe, e nem mesmo desconfia, de que o marido mantém essa vida paralela. Outras vezes ela desconfia, esbarra com pistas aqui e ali, mas prefere ignorar e seguir na vida como ela (aparentemente) é. Algumas vezes, porém, a mulher sabe sim, e é cúmplice do marido, nesse acordo. Contanto que sua posição de mulher não esteja ameaçada e que a história seja mantida em segredo sob qualquer cincunstância.

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Beatriz (Suzy) e Claudio (José Mayer) em cena de 'Império'
Reprodução/TV Globo
Beatriz (Suzy) e Claudio (José Mayer) em cena de 'Império'

Em "Império", como Beatriz, Suzy fez mais: disse que fica ao lado do marido, Claudio ( José Mayer ), com quem é casada e feliz há mais de 20 anos, mesmo se o disfarce vier por água abaixo, como ameaça o jornalista atacado Téo ( Paulo Betti ). No capítulo desta quarta (20), ela foi até a casa do amante do marido, Leonardo ( Klebber Toledo ), para dizer que espera que ele se lembre das boas lembranças do envolvimento dele com Claudio, que ele não entregasse as provas do relacionamento deles ao jornalista e que, por mais que ele não acreditasse, ela tinha muito prazer em conhecê-lo.

Suzy Rêgo é casada com o também ator e mímico Fernando Vieira e mãe dos gêmeos Massimo e Marco , de 4 anos. Ela conversou com o iGay sobre como se sente com relação ao personagem que interpreta. Interessante ver como a convivência da atriz com Beatriz é cheia de compreensão, identidade e cumplicidade. 

iGay: Você já conheceu alguém que viveu a mesma situação da Beatriz?

Suzy:  Conheço sim. Dos dois lados. Os casais que conheço são felizes porque acreditam que podem se relacionar com outros desde que seja tudo consensual e esclarecido.

iGay: Você entende a atitude dela, de preferir o marido feliz e dando suas escapadas noturnas do que sofrendo pelo outro?

Suzy: Entendo que desde o início ficou claro e combinado que ele se envolve independentemente do sexo. Ela o apoia. É amante dele e eles mantêm a bissexualidade dele em segredo, pois é um direito ter segredos, privacidade. Ele não dá escapada. Ele sai com a conivência dela.

iGay: Você acha possível uma mulher viver em paz nessa condição? Como segurar a onda da autoestima, de pensar que o desejo de seu marido mora em outro lugar?

Suzy: Sim. (Estamos sim falando da personagem e cabe correção: o desejo do marido TAMBÉM mora no casamento). Eu creio que quando o casal estabelece uma dinâmica de cumplicidade e comum acordo, a probabilidade é que o relacionamento se solidifique. Está tudo conforme o combinado até então.

iGay: Por que você acha que uma mulher faria isso?

Suzy: Dividir o amor do amado com outro ou outra... Creio que uma mulher faria isso por achar normal amar outras pessoas ao mesmo tempo. Desprendimento, desapego.

iGay: Você já se colocou no lugar da Beatriz? E como se sentiu?

Suzy: Me coloco no meu lugar, que já é tarefa bem multifacetada (risos): mulher, mãe, esposa, atriz, motorista, cozinheira, empresária, produtora do lar, entre outros requisitos. Amo me colocar no lugar da Beatriz como intérprete dela. Soube através de postagem do autor Aguinaldo Silva que ela está muito bem representada. Beatriz é uma pedra preciosa neste Império.

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