Para quem imagina que José Mayer está navegando em águas desconhecidas como o bissexual Claudio Bolgari, em "Império", ele conta que estreou no teatro no papel de um gay. Com beijo

A gente está cansado de conhecer José Mayer como o grande galã das novelas da Globo. Difícil encontrar uma atriz do elenco feminino da emissora que ele ainda não tenha beijado em cena.

Agora, como o empresário Claudio Bolgari, seu personagem bissexual em “Império”, a novidade é que ele está prestes a beijar seu amante, interpretado por Klebber Toledo . A cena do beijo em si ainda não foi ao ar, mas o romance entre os dois está rolando. Claudio é aquele bissexual que tem família, mulher, filhos, trabalho, uma vida aparentemente completa. E à noite sai para caminhadas para encontrar o amante. Klebber faz Leonardo, um garotão lindo com quem o empresário se relaciona. Os outros personagens gays da novela são o colunista Téo Pereira, um superestereotipado Paulo Betti , e a drag queen Xana Summer, interpretada por Ailton Graça . (Veja na galeria acima o estilo destes e de outros gays da ficção).  

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O fato é que, se tiver beijo, não vai ser a primeira vez para José Mayer. Conforme afirmou em entrevista para o site "Glamurama", é veterano em papeis homossexuais. "Estreei no teatro beijando homem, em 1969. E foi em Belo Horizonte, centro da tradição, família e propriedade. Em 1981 fiz um gay na Alemanha nazista", disse ele.

E, por mais que o seu tipão o tenha levado a passar anos tirando aquele mesmo galã da cartola a cada nova novela, ele sempre esteve pronto para inovar. "Ator tem que ter coragem, é uma profissão especial. É nossa função experimentar, vivenciar coisas que a sociedade precisa conhecer. Mas mais conservador do que a TV só a Igreja. E olha que até o Papa Francisco está mostrando uma outra percepção sobre o assunto… A moral se modifica com os anos. A viagem humana é inesgotável.”.

Ator tem que ter coragem. É nossa função experimentar, vivenciar coisas que a sociedade precisa conhecer. Mas, mais conservador que a TV, só a igreja." (José Mayer)

Quanto ao beijo gay em Klebber, ele está aí para o que der e vier. “Pessoas se beijam. Não recuso desafio. A mesmice é um problema na carreira de um ator. Eu estava cansado da função de sedutor.” 

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