Pesquisa revelou ainda que estes indivíduos têm mais frequência de ansiedade grave e hábitos mais autodestrutivos do que seus pares heterossexuais

Reuters

Dados do governo dos Estados Unidos divulgados na última terça-feira  (15) mostraram que 2,3 % dos norte-americanos adultos são gays ou bissexuais, e que estes homens e mulheres sofreram com mais frequência de ansiedade grave e tiveram hábitos mais autodestrutivos do que seus pares heterossexuais.

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A pesquisa deste ano foi a primeira a perguntar sobre orientação sexual, além de hábitos de saúde, em 57 anos de existência do estudo, disse o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês).

Gays e lésbicas representam 2,3% dos 313 milhões que formam população dos EUA
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Gays e lésbicas representam 2,3% dos 313 milhões que formam população dos EUA

Mulheres bissexuais são duas vezes mais propensas a sofrer de ansiedade grave, enquanto homens bissexuais tendem a se embriagar mais do que os outros, de acordo com o levantamento.

Na pesquisa feita com mais de 34.500 norte-americanos de 18 anos ou mais, 1,6 % relatou que é gay e 0,7 por cento afirmou ser bissexual. Um total de 96,6 % disse ser heterossexual e 1,1 % afirmou ser "outra coisa", não sabia ou não quis responder.

Cerca de duas vezes mais mulheres do que homens se identificaram como bissexuais, com 0,9 % das entrevistadas dizendo ter atração por ambos os sexos.

O dobro de mulheres bissexuais apresentou mais probabilidade de relatar ter ansiedade grave do que qualquer outro grupo, com quase 11 % dizendo que ficaram angustiadas no mês passado.

Entre os homens bissexuais, quase 52 % declararam ter bebido cinco ou mais drinques em uma noite durante o ano passado em comparação com apenas 31 por cento dos homens heterossexuais.

Gays e bissexuais se saíram tão bem ou melhores do que seus pares heterossexuais em algumas áreas, como se exercitar, fazer testes de HIV e tomar vacinas contra a gripe.

"As diferenças foram para os dois lados, e isso depende do indicador específico que está sendo considerado", disse Brian Ward, um dos principais autores da pesquisa e levantamento de dados de saúde do braço estatístico do CDC.

O CDC afirmou que as conclusões da pesquisa estavam em linha com outras pesquisas sobre saúde e orientação sexual, embora uma proporção menor de pessoas neste levantamento se identificou como bissexual do que em outros estudos.

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