Iniciada no Jardim de Luxemburgo, marcha LGBT foi marcada por travestis e drag queens barbadas e mulheres seminuas

Mesmo com a chuva que apareceu de surpresa no ensolarado verão parisiense, a Parada Gay do Orgulho Gay de Paris tomou conta de ruas da capital francesa na tarde deste sábado (28). O ponto de partida da marcha LGBT foi o Jardim de Luxemburgo, o maior parque público da cidade, que fica 6º Distrito.

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A parada começou por volta 14h e saiu do Jardim do Luxemburgo, passando pela região da Bastilha em direção à Place de la République. A chuva que insistia em cair não tirou o animo dos parisienses e turistas, que capricharam nos figurinos e nos adereços. 

Diferentemente das paradas gays brasileiras, nas quais os distintos grupos se misturam, a de Paris é divida em blocos. Assim, gays, lésbicas, drag queens, travestis e transexuais se separam em alas. Da mesma forma, se dividem as associações, ONGs e entidades sindicais LGBT.

Uma das figuras mais marcantes da parada deste ano em Paris foram os travestis e transexuais barbadas. O visual é claramente inspirado na drag queen austríaca Conchita Wurz , a grande vencedora do Eurovision, o famoso festival da canção com representantes de cada país europeu.

Ala de batuqueiros na Parada Gay de Paris
Ana Ribeiro
Ala de batuqueiros na Parada Gay de Paris

No final do percurso da Parada Gay de Paris, na Place de la République, parte dos participantes se dispersaram, mas muitos outros ficaram por lá para aguardar os shows de encerramento do evento. Entre outras, uma das apresentações mais aguardadas foi a da cantora inglesa Tara McDonald, a madrinha desta edição da marcha LGBT. Para a sorte dos participantes, o verão de Paris torna os dias mais longos, só escurecendo na Cidade Luz por volta das 10h da noite.

Por conta da parada, todo o fim de semana é dedicado aos LGBTs. Nos distritos centrais, que sediam tradicionais points gays, a programação é intensa nos bares e casas noturnas. Restaurantes, lojas de roupas e de decoração também se enfeitaram para receber este público.

Mas o agito se concentra mesmo nos arredores de Châtelet, do Hotel de Ville e no Marais, o famosíssimo bairro gay de Paris. Lá, a programação promete avançar no madrugada e durante todo o dia de domingo (29).

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