Líder americano fez história ao ser primeiro primeiro presidente dos EUA a falar dos transgêneros em um discurso

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Já estabelecido como um defensor dos direitos de gays e lésbicas, inclusive apoiando fortemente o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o presidente Barack Obama agora se volta para a população menor e menos aceitas da sigla LGBT: os transexuais e transgêneros.

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Chamado pela revista Newsweek como "o primeiro presidente gay", Obama se tornou o primeiro líder americano a usar a palavra ‘transgênero’ num discurso, ao proibir o preconceito contra funcionários públicos transexuais.

Em seu primeiro mandato, Obama já tinha assinado uma legislação contra crimes de ódio que se tornou a primeira proteção de direitos civis federais para as pessoas transexuais na história dos Estados Unidos.  

Barack Obama tem tomado diversas medidas em favor da população transexual
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Barack Obama tem tomado diversas medidas em favor da população transexual

Desde então, o governo americano vem silenciosamente tomando medidas para atender a esta população, facilitando para os transexuais a atualização de passaportes, a obtenção de seguro saúde, o acesso aos programas esportivos e normatizando o acesso deles aos banheiros públicos, entre outras medidas.

Ele tem sido o melhor presidente para os direitos dos transexuais, e nenhum outro chega perto dele (Mara Keisling)

"Ele tem sido o melhor presidente para os direitos dos transexuais, e nenhum outro chega perto dele”, aponta Mara Keisling , diretora-executiva do Centro Nacional de Igualdade Transexual, lembrando que ele foi o único líder americano a convidar crianças transexuais para o  famoso evento de Páscoa da Casa Branca.

A última vitória do movimento transexual veio neste mês de junho, quando foi anunciado que as seguradoras de saúde contratadas pelo governo podem cobrir o custo de cirurgias de mudança de sexo para os funcionários federais na ativa ou aposentados, encerrando uma proibição de 40 anos.

Rápidos em criticar todos os atos de Obama na defesa dos direitos dos homossexuais, os grupos conservadores religiosos têm sido lentos em responder às ações do presidente para os transexuais.

Lideranças da Coalizão Valores Tradicionais dizem que há poucas formas de se opor, já que as determinações são do Executivo e das agências federais e não passam pelo congresso americano, um palco onde as forças conservadoras atuam mais fortemente contra os LGBTs. 

Ao contrário do apoio de Obama para o casamento gay e para o fim da proibição de militares abertamente homossexuais nas Forças Armadas, o trabalho da Casa Branca para promover os direitos transexuais acontece longe dos holofotes, na maior parte das vezes.

Muitos avanços nem são percebidos porque beneficiam a comunidade LGBT como um todo e não apenas os transexuais. Foi o que aconteceu na última semana, quando  quando a Casa Branca anunciou que Obama pretende assinar uma ordem executiva proibindo empreiteiros federais de discriminar funcionários com base na sua orientação ou identidade de gênero.

Em muitos casos, os grupos de direitos transexuais e o governo entram num acordo de que a abordagem discreta é a melhor opção para tentar contornar a resistência, segundo Barbra Siperstein , a primeira transexual eleita para Comitê Nacional do Partido Democrata, em 2009. “É uma discrição proposital, porque quanto mais barulho você faz em Washington, mais drama você atrai”, explica Siperstein, que ajudou a organizar o primeiro encontro entre assessores da Casa Branca e defensores dos direitos transexuais, em 2011.

Um marco, a reunião aconteceu 34 anos depois outro momento histórico. Em 1980, o então presidente Jimmy Carter , democrata como Obama, fez história ao se reunir com grupos de defesa dos direitos homossexuais.

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