Estrelado por André Bankoff, longa que estreia nesta quinta-feira (15) conta a história de quatro homossexuais que fazem um pacto para se assumirem publicamente

Os premiados “Tatuagem” , hit de 2013, e “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” , ainda em cartaz, brilharam nos cinemas ao apostar na delicadeza e em dramas pessoais. Estreando na próxima quinta-feira (15),  o filme nacional “Do Lado de Fora”  vem com uma proposta diferente, suprindo uma carência de um gênero ainda pouco utilizado no Brasil nas produções de temática LGBT: o humor.

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Sem vergonha de rocorrer aos lugares comuns, o diretor Alexandre Carvalho faz um bom panorama do momento de se assumir. “Sempre acompanhei os filmes de temática gay e notava que a maioria sempre caia para um drama pesado ou numa trama extraordinária, cheia de reviravoltas. Por isso, queria algo mais simples, direto e próximo mesmo”,  justifica Carvalho ao iGay .  

Na trama, quatro homens gays de variadas faixas etárias e diferentes situações de vida combinam que irão se assumir até a Parada Gay do ano seguinte ao que eles estão. O primeiro deles é Rodrigo, um jovem tímido de 17 anos, que se vê as voltas com o primeiro amor. Interpretado por Mauricio Evanns , o jovem é o personagem preferido de Carvalho, e deve com certeza conquistar os espectadores.

“Gosto de todos os personagens, mas sou mais apegado ao Rodrigo, que a principio é mais apagado, mas tem momentos muito emocionantes que farão as pessoas se identificarem”, projeta o diretor.

Ao lado de Rodrigo, está Mauro, interpretado por Luis Vaz . Jovem afeminado, como muitos outros membros da comunidade gay, poderia ser muito representativo se não fosse interpretado com tanto excesso. Apesar da atuação forçada, a história do jovem filho de evangélicos, que sonha em ser drag queen, empolga e diverte.

CASAL MADURO

Em paralelo a história dos jovens, brilham  Marcello Airoldi e André Bankoff . O primeiro como Vicente, um executivo bem resolvido com a sua orientação sexual, mas temeroso em relação a questão no ambiente de trabalho.

Airoldi é talvez o único ator entre o elenco principal com bagagem substancial nas telas, o que fica claro com o passar do filme. Seguro e natural, ele deixa um gostinho de “quero ser amigo dele”, quando o filme acaba.

André Bankoff faz sua estreia nas telonas encarando a difícil missão de interpretar Roger, um vendedor casado com uma mulher e pai de um garotinho.

O personagem de Bankoff é agredido durante a Parada Gay. Vivendo o drama de quem está em uma vida dupla gay e hétero, ele acaba se relacionando com Vicente. Com uma atuação honesta, a simpatia e beleza do ator compensam o que falta.

A história que poderia ser dramática ganha um alivio cômico de peso com a drag queen Silvetty Montilla . Interpretando a sogra de Roger. A comediante é de longe a melhor coisa do filme.

“Sou muito fã da Silvetty, como a maioria das pessoas que já viu algo dela, aliás. Desde a primeira vez que a assisti se apresentando, há 15 anos, quis ter ela em um filme. E eu estava certo. Daqui pra frente todo mundo vai querer ela em filmes”, se empolga Carvalho.

Titi Muller completa o elenco competentemente como uma militante lésbica esquentadinha.

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